dezembro 28, 2009

Colagem feita pela Bebé usando cereais de pequeno-almoço

Aproveitando os cereais que caíram ao chão no dia anterior, realizámos uma colagem diferente. Mais uma vez utilizámos uma cola realizada com água, farinha e sumo em pó.
Esta cola tem muitas vantagens para a Bébe pois o processo de elaboração da cola já é uma experiência em si mesmo pois permite à Bebé tocar, cheirar a farinha, mexer e verter agua, misturar a farinha com a água; ao adicionar o sumo a Bebé pode ver a farinha a ganhar uma nova cor; sentir o cheiro do sumo e é claro, não há perigo se a Bebé provar esta cola (o que quase sempre faz!).
Antes da colagem a bebé quis pintar com a cola.
A Bebé após colocar os cereais no papel sobre a cola quis voltar a tirá-los e colocá-los.
O importante é que a Bebé experiencie novas situações, diversifique as possibilidades dos diferentes materiais e possa tirar partido da manipulação destes.
Afinal as bases para o uso criativo dos materiais poderão desenvolver-se desde tenra idade...

dezembro 27, 2009

Reflexão sobre a importaância das actividades sensoriais para os Bebés

Há alguns dias a Bebé entornou um saco de cereais pela cozinha. Foi a felicidade total para ela e uma tristeza para mim!...
Tentou apanhá-los do chão, atirá-los ao ar, espalhá-los ainda mais enfim...realizou todo um conjunto de experiências sensoriais que eu apesar da confusão não poderia impedir a Bebé de realizar.
Nesta fase as crianças aprendem por execelência através dos seus sentidos, explorando, descobrindo, experimentando. Cabe ao educador aproveitar esses momentos de exploração e diversificar as aprendizagens que poderão ocorrer nesses momentos.

Assim, antes de limpar a confusão, deixei que a Bebé explorasse livremente o material e depois forneci-lhe novos objectos afim de diversificar e ampliar as experimentações e as aprendizagens, verbalizando simultaneamente os nomes dos diferentes objectos, as suas cores, funções e as acções que a Bebé ía realizando.

Na verdade, estas experiências ajudam a  Bebé  a desenvolver por exemplo noções de causa-efeito; conceitos como dentro/fora; vazio;cheio; muito; pouco; a conhecer novas texturas e outras propriedades físicas dos objectos além de contribuirem para o desenvolvimento da motricidade fina e da linguagem.
Mas o mais importante nestas actividades é que o grau de envolvimento da criança é muito elevado o que potencia substancialmente o poder educativo das mesmas.

Pois nestas idades parece que quanto maior for a entropia do sistema maior será o grau da aprendizagem realizada! :)

Anjo de papel feito a partir de uma pintura da Bebé

"Ao chegar à gruta, o anjinho sente uma enorme curiosidade em conhecer o menino tão especial por quem Deus até movera uma estrela do seu firmamento. Espreitou para dentro da gruta e viu um menino recém-nascido, pobremente deitado numa caminha de palhas. Pensou que, com certeza, o menino estaria com frio pois aquela noite, apesar de límpida, estava gelada. Subiu ao céu onde tinha deixado a sua estrelinha, pegou nela e desceram até à gruta. Colocou, então, a estrelinha no cimo da gruta, sentou-se ao seu lado e juntos, como se fossem um só, aqueceram o coração de todos os que com eles estavam." 
 (in O anjo e a estrela, a.m. ilustração de Sofia Ribeiro)

Porque acreditamos que há sempre algém que nos protege e ama, fizemos este anjo doce, cujo corpo foi cortado de uma pintura da Bebé com tinta de sumo em pó e farinha.
Os seus olhos e boca são bolinhas para enfeitar bolos; o seu cabelo e de algodão; as suas asas são de folha de alumínio; no seu céu brilham estrelas, luas e planetas de cereais e o coração do anjo (que não se vê na imagem) é feito de Esperança, Carinho e Amor... :)

dezembro 25, 2009

Conto de Natal: O Anjo e a Estrela

Este pequeno conto de Natal tem um valor pessoal muito grande para mim. Escrevi-o para as crianças de um jardim onde estagiei. As ilustrações fantásticas são de uma colega que tem um dom muito especial para as artes.
O conto fala da importância das coisas simples e pequenas; da amizade, do quanto é importante sermos preserverantes, pacientes mesmo diante as dificuldades...


O Anjo e a Estrel Imagens

dezembro 22, 2009

Reflexão sobre o significado do Natal para crianças de 2 anos

"Hoje devo dizer que vi, finalmente, o Natal ter um significado para as pequenas plântulas (afinal é possível…)
Assim de uma forma simples, concreta, próxima da sua realidade e das suas experiências diárias.
Afinal se retirarmos todas essas luzes incandescentes, esses pais-natal (...) e as suas renas surrealistas de nariz vermelho; o que nos resta, senão o mais simples de tudo? O mais simples de tudo é o nascimento de um bebé. Um bebé pequenino, que usa fraldas, que tinha uma mãe chamada Maria e um pai chamado José.

E assim dito desta forma, usando um pequeno boneco as plântulas cantaram os parabéns ao Jesus que acabou de nascer ele é tão pequenino todos o querem ver…Assim diante dos meus olhos, eu vi pela primeira vez as plântulas darem sentido ao natal que vivem. De forma singeleza, sem dar para colocar na parede…mas tão envolvente para as plântulas que quiseram falar com o Jesus; que quiseram perguntar quem lhe mudava as fraldas e se ele não tinha frio e onde estava a sua chupeta…
De uma forma tão simples, as plântulas envolveram-se na exploração daquele boneco, que era um bebé, que fazia anos, que usava fraldas como eles, que podiam abraçar e cantar-lhe os parabéns porque afinal era ele que fazia anos!"

(in Viagem à Floresta Jardim, portefólio de estágio, am., 2007)

dezembro 21, 2009

Canção: Borboleta Pequenina

Que pena não haver muitas borboletas no Natal em Portugal...Adoro esta canção e o video também está muito engraçado. A Bebé adormeceu muitas vezes ao som desta canção.
E embora este Natal esteja a ser um pouco triste para nós espero que, apesar de tudo a Paz, a Luz e o Amor permaneçam nos nossos corações.

Borboleta pequenina saía fora do rosal
Venha ver quanta alegria
Que hoje é noite de Natal...



dezembro 20, 2009

Uma versão "não violenta" do Atirei o pau ao gato

A Bebé (como todas as crianças!) adora a canção "Atirei o pau ao gato". Mas eu que até gosto de gatos não consigo deixar de me sentir mal a cantar uma canção que expressa violência sobre um animal. Afinal "Atirar o pau ao gato" já é mau mas ficar aborrecido  porque "o gato não morreu" ainda é pior!
Então começei a cantar a canção mas com uma nova lírica, inventada na hora; nada de especial, é certo, mas que pelo menos apaga a violência da canção! E o mais importante é que a Bebé gosta tanto desta nova versão como da outra!
 Aqui fica a nova versão (não oficial ), não violenta do Atirei o pau ao gato:

Atirei  o pão ao gato,to
Mas o gato, to não comeu, meu, meu
D. Chica, ca, ca levantou-se, se
E leitinho, e leitinho ela lhe deu
MIAU!

dezembro 16, 2009

Anjos e estrelas de Natal feitos a partir de material para reciclagem

Talvez porque o meu Natal em criança tenha sido despovoado de Pai Natal; essa figura seja para mim tão pouco significativa.
 As memórias de infância trazem-me o cheiro do pinheiro bravo que o avó selecionava cuidadosamente no pinhal (só levamos esta árvore porque mais tarde ou mais cedo teria de ser cortada...); as cores das luzes da àrvore reflectidas e alongadas na parede que me faziam sonhar; a família unida, chegada; a missa do Galo onde dormitava no colo da minha mãe; o cheiro da braseira; o ronronar dos gatos; a felicidade de abrir os presentes assim que acordávamos que tinham sido trazidos pelo menino Jesus; o sorriso da minha mãe; as estrelas brilhantes que sempre insistiam em iluminar a noite de Natal...
Sim, no tempo e no espaço da minha infância o Pai Natal não tinha lugar de ser. Ali longe das cidades, dos hipermercados, dos catálogos publicitários intermináveis de brinquedos, da publicidade televisiva repetitiva natalícia; o Natal era Natal...

Embora a Bebé seja pequena demais para se aperceber que é Natal considerei importante construir com ela algo que pudesse mais tarde constituir uma memória do seu segundo Natal. Assim, inspirada pelo amor que tenho às estrelas (luz), pela simpatia que nutro pela simbologia dos anjos (protecção, pureza, paz) e pelo apreço que tenho às coisas simples e pequenas (simplicidade); fizemos estes pequeno objectos para adicionarmos ao pequeno presépio pintado pela tia O. (amor, família, dádiva).

Espero, Bebé, que possas ter memórias felizes do Natal da tua infância e que nem tu nem eu nos percamos na onda deste materialismo assolador que sufoca o nosso espírito dificultando a vivência dos valores nobres que o Natal significa...
Ainda juntas haveremos de descobrir nos céus das noites de Natal que hão-de vir a estrelinha " que embora pequenina era a mais brilhante do céu e ao seu lado, se olharmos com muita atenção, veremos o anjo pequenino que zelosamente a guarda"...

Esta estrelinha é recortada em pano de limpeza amarelo, enchida com algodão e decorada com bolinhas coloridas para bolos e purpurinas. Aproveitámos um pedaço de fita de um presente e usámo-lo como fio para pendurar a estrela.
Os anjos são construídos a partir de uma caixa de ovos; pintada com tinta de sumo em pó com farinha (para a Bebé poder pintar em segurança); as cabeças são pequenas esfera realizadas em masssa de sal; os cabelos são feitos em fibra de enchimento; utilizámos estrelinhas e purpurinas para decorar.




dezembro 11, 2009

A Noite estrelada de Van Gogh: actividade para o jardim de infância

Inserida dentro do projecto: Uma viagem no Espaço, desenvolvido com um grupo de crianças com 4 anos de idade, esta actividade começou com a leitura de um poema sobre a noite seguida por um diálogo sobre o poema.
Da janela do meu quarto vejo a lua
Que brilha alta no céu, na noite escura.
Os morcegos andam a voar na rua...
Que andarão eles à procura?
Amanhã quando acordar
Vou pintar a tinta preta
Um céu escuro e um cometa.
Peço um desejo à estrela cadente
- Quero ser super-herói quando crescer!
E como as andorinhas voar ao entardecer
Na minha capa negra.
(a.m.)

Depois foi apresentado às crianças uma reprodução da obra Noite estrelada de Van Gogh.
Foi muito interessante a interpretação que as crianças fizeram do quadro. É supreendente como são atentas aos pormenores e como conseguem imaginar acções e personagens a partir de um quadro.
Identificaram as estrelas pintadas no quadro como sóis pequeninos. Pois, eles ainda não sabem, mas é isso mesmo que as estrelas são: sóis a brilhar na escuridão da noite e a iluminar, sabe-se lá, por ventura, o dia de outro planeta distante!
Em seguida realizaram uma pintura inspirada no poema e no quadro explorados.
Tal como para as crianças, conforta-me saber que há tantos pontos luminosos (pequenos sóis) a brilhar na escuridão da noite estrelada! Não estamos sós...






dezembro 10, 2009

Fazendo bolinhos para a Avó

A avó N. fez anos e nós resolvemos oferecer-lhe bolinhos saudáveis. Foi muito divertido fazer bolinhos com a Bebé é que apesar de pequenina ela adora experimentar novas substâncias e objectos. É claro que muito antes dos bolos estarem no forno já a Bebé me tinha deixado para ir espreitar a tv e explorar outra coisa qualquer.
O importante é deixá-la vivenciar novas experiências, deixá-la sentir, tocar, provar novos sabores, cheiros, texturas e dar-lhe liberdade para experimentar, descobrir e ir embora quando assim o desejar. Os bolinhos (o produto) são para os adultos mas o processo foi para a Bebé.
A farinha é uma substância que pela sua consistência atraí muito a Bebé que llhe adora tocar, tentar agarrar, movê-la para outros recipientes. É interessante pensar que embora a Bebé esteja longe de compreender as reacções químicas e transformações físicas que ocorrem durante a preparação dos bolinhos; (nomeadamente dissolução, mistura, fermentação) a Bebé está ainda assim a vivenciar o processo e a fazer descobertas igualmente importantes.
Um dia mais tarde irá poder viver de outra forma estas experiências e perceber também que é muito bom dar algo feito por nós a quem tanto gostamos, especialmente nesta sociedade tão materialista.

Por agora, é tão bom ser Bebé e decobrir a que cheira a farinha, a que sabe, como é estranho sentir a massa a colar nas mãos, como é bom trincar um bolinho feito por nós e como é bom receber abraços e mimos dos nossos avós...

A receita dos bolinhos é muito simples mas ficam muito saborosos:

300 g farinha
100g manteiga de soja
50g açúcar
1 ovo
canela
raspa de limão
Oferecemos também a avó N. um pequeno quadro com uma pintura da Bebé.A Bebé adora pintar não com as mãos mas com o pincel. Ao olhá-la penso que a arte deve ser algo inerente ao ser humano. Somos felizes quando criamos.  De certa forma parece que a Bebé nasceu a saber pintar. Sim afinal, há milhares de anos que os nossos antepassados Homo sapiens já pintavam nas paredes de grutas obras-primas de beleza inegualável...
E já dizia Picasso: Demorei muitos anos para pintar como Rubens e a vida inteira para pintar como a criança.

dezembro 05, 2009

Deixar a chupeta apelando ao imaginário "maravilhoso" das crianças

Este texto falá-nos da importância do Maravilhoso na infância: Será que devemos explorar esse mundo? Que vantagens pode trazer para  criança? O autor do texto, Miguel Ángel Santos Guerra (http://blogs.laopiniondemalaga.es/eladarve/2009/01/03/el-hada-de-los-chupetes/ ) , mostra-nos como usando o imaginário podemos ajudar as nossas crianças a deixar a chupeta...sem traumas!

El Hada de los Chupetes
La inminencia de la noche mágica de Reyes me lleva a plantear algunas ideas sobre la importancia de la fantasía en la etapa infantil. La magia es el mundo de los niños y de las niñas. Nosotros, los adultos, nos empeñamos a veces, en nombre de una cruel pedagogía, en que no entren en él o de que salgan del mismo cuanto antes a puntapiés. Abogo por alimentar ese mundo de fantasía que se nutre de los cuentos, de las leyendas, de los personajes fantásticos y de algunas hermosas costumbres.
Me gusta la noche de Reyes. Aún recuerdo con emoción la apresurada vuelta a la casa cuando, desde el tejado del convento de las Hermanas Carmelitas de mi pueblo leonés, un hombre con un farol que indicaba el camino a Sus Majestades, decía que ya se avistaba la caravana real. Recuerdo la emoción de los preparativos de los zapatos expuestos ante el balcón, de las generosas vituallas que se dejaban sobre la mesa para que los Reyes repusieran fuerzas y, sobre todo, del sobresaltado despertar que conducía a los regalos previamente solicitados mediante la inevitable carta.
Me gustan los personajes que reparten ilusión y regalos. Papá Noel que dirige un trineo tirado por renos o Santa Claus que deja todo tipo de presentes en las casas de los niños y de las niñas. Algo parecido se puede decir de la caída de los dientes y de las generosas aportaciones del ratoncito Pérez, ese simpático y avispado personaje que habrá almacenado montañas de dientes infantiles. ¿Por qué matar en los niños esas hermosas y divertidas historias de ficción? ¿Por qué eliminar tantos personajes fantásticos que pueblan el universo infantil y lo llenan de magia?
La pena es que haya zonas del mundo instaladas en la pobreza que cuyos niños y niñas no pueden permitirse esos lujos. La pena es que, en otras zonas más desarrolladas, existan esas diferencias abismales que hacen que unos niños tengan exceso de juguetes y otros sólo la noticia de la sobreabundancia de sus semejantes.
Ya sé que todas esas fantasías acabarán desvaneciéndose a medida que vaya avanzando la fuerza de la razón o la contundencia de la realidad. Ya sé que algún niño realizará un doloroso y prematura aterrizaje en el suelo de la vida cuando un compañero de Colegio destroce sus sueños:
- Los Reyes son los padres.
Pero, bueno, habrán vivido una etapa llena de fantasías y de increíbles historias. Tiempo habrá de descubrir que muchos de esos personajes sólo estaban en nuestra imaginación. Tiempo habrá de explicar que muchas de esas amorosas mentiras sólo tenían la finalidad de hacerles más felices.

Nosotros hemos querido incrementar ese mundo mágico en la vida de nuestra pequeña Carla. En el verano pasado había llegado el momento de que se desprendiera del chupete. La pediatra, excelente profesional, mujer pragmática y contundente, nos había dicho que no había que hacerse problemas.

- Llegado el momento, yo tiré el chupete de mi hijo al cubo de la basura. Y sanseacabó.
Pensamos que podía haber otro medio más hermoso, más elaborado y también más fantástico. E inventamos un personaje: el Hada de los Chupetes. Le dijimos a Carla que el Hada vendría a buscar su chupete porque ya era una niña mayor que había cumplido tres años. Ella comenzó a preguntar por el Hada. Cuando viniera a buscar su chupete -le dijimos- iba a dejar un importante regalo escondido en la casa. El sueño de la niña era por entontes tener un patinete que había visto y que pedía con insistencia. Pues bien, el Hada se lo traería.

Un buen día del verano en el que, por cierto, contábamos en la casa con nuestros fantásticos amigos Paco Abril, Ana y su hijo Manuel hinchamos con helio varios globos en el jardín y atamos a los terminales de las cuerdas el chupete de Carla. Una vecina, que vio los preparativos de la fiesta, quiso estar presente e incrementó los testimonios de la mágica ceremonia. Carla sostenía las cuerdas emocionada. Y, al clásico, preparados, listos, ya, abrió su mano y soltó los globos. Los chupetes subieron al cielo y desaparecieron para siempre porque el Hada de los Chupetes se los había llevado.
Luego entramos en la casa. Carla nos precedía en la emocionante búsqueda. ¿Habrá dejado el Hada el prometido patinete? ¿Dónde lo habrá dejado? El salón, la cocina, la terraza… Por fin, apareció el patinete sobre su cama. Con los nervios del momento deshizo el embalaje y comenzó a recorrer pasillos y dependencias de la casa.
Por la noche pidió su chupete. Entendió muy rápidamente la respuesta. El Hada se lo había llevado. Otro día volvió a preguntar por él. Ni una vez más. Ella entendió muy bien que el Hada se había llevado sus chupetes y que ya era una niña mayor que no los necesitaba.
Todavía hoy, cuando alguien le pregunta quién le ha regalado el patinete, ella responde con seriedad: El Hada de los Chupetes.
Paco Abril, querido y habilísimo cuentacuentos, tuvo la gentileza de contar esta historia en La Oreja Verde, famoso suplemento infantil de La Nueva España, el 27 de septiembre de 2008. El emotivo reportaje se titula Carla y el Hada de los Chupetes.
Un compañero de Facultad me dijo al ver el reportaje de La Oreja Verde:
- Ojalá mis padres hubieran ideado una experiencia similar. Porque tiraron mi chupete a las gallinas. Y cuando vi cómo lo destruían a picotazos lloré lo indecible. Y seguí llorando cada vez que lo recordaba. La retirada del chupete fue un trauma para mí.
Brindo hoy esta iniciativa a los papás y a los educadores que se encuentren en la tesitura de retirar el chupete de sus hijos o de sus educandos ¿Por qué no llenar de fantasía la vida de los niños? ¿Por qué no hacer emocionante aquello que puede resultar traumático? Si la idea del Hada se generalizase, podríamos decir al ver un manojo de globos elevarse al cielo:
- Mira, otro niño (otra niña) que ha llamado al Hada de los Chupetes.



dezembro 03, 2009

Reflecindo sobre a vida

Enquanto regressávamos a casa no meio da água que caía suave do céu, senti-me tão feliz e vi que essa felicidade era feita de pequenas coisas tais como ver a chuva a cair da janela verde da sala em silêncio com a bebé ao colo e dançarmos juntas ao longo do dia fragmentos voluvéis de anúncios publicitários…
Faz-me feliz a proximidade táctil, física, emocional da Bebé e o olhar do seu papá que me entende sem eu precisar de dizer nada;
Faz me feliz saber que os que amo estão quentes, seguros e próximos mesmo a quilómetros de distância;
Faz-me feliz adormecer agora olhando a Bebé sonhando, junto a mim como um anjo...

Sou tão feliz.

Obrigada Universo por conspirares por todos os meus sonhos e por me teres dado nova vida ao gerares dentro de mim com os meus átomos, as moléculas desta Bebé que me revela a cada dia que a felicidade mora nas pequenas coisas, naquelas que vivemos sem nos darmos conta, em que somos nós de forma inteira e cheia como a lua que ilumina o céu agora.
Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis