janeiro 10, 2010

Sabedoria de criança: Ver o Mundo de modo diferente

Um dia a M. estava a brincar com as bonecas e colocou uma no meu colo que tinha perdido um olho e eu do alto da minha posição de adulta disse:
- Ah! Que pena...Esta boneca só tem um olho!
Ao que a M. na sua sapiência de criança respondeu:
 - Não, Angela, ela está só a piscar o olho assim, vês?...
 E eu vi. Vi como diante a mesma situação cada um de nós a vê diferente; eu vi que faltava um olho à boneca mas a M. conseguiu ver além disso; viu que o olho afinal só estava fechado...
A vida é mesmo assim:
 "Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol ".(Pablo Picasso)

Obrigada M. por me teres lembrado como é importante ver o mundo na prespectiva mais colorida.

janeiro 09, 2010

Poesia à cor Branca

O branco é uma cor radiosa
Como a neve e as nuvens luminosas
E a espuma do mar
Onde nadam as sereias.
Há muitos animais desta cor
- Cisnes, gaivotas, até baleias!

Eu gostava de ir ao Pólo Norte
Onde vivem os ursos polares;
Brincar na neve gelada
Mas com tanto frio e geada,
Precisava de um casaco fofo e forte
Igual ao dos pinguins bebés
Se não acho que congelava!
(a.m.)

Reflectindo sobre o real envolvimento das crianças nas actividades de expressão plástica

Por vezes por detrás dos trabalhos plásticos expostos nas paredes das salas dos jardins-de-infância  ( por mais bonitos que sejam) parece haver um vazio enorme quer ao nível da efectiva participação e envolvimento da criança na elaboração dos mesmos; quer ao nivel da real significância que a actividade teve para a criança.

Urge questionar: que espaço existiu para a criatividade e para a descoberta? Porque será que o resultado final é semelhante para todas as crianças embora todas sejam diferentes? Será que todas as crianças têm de fazer as mesmas actividades?E da mesma forma?...

Nas actividades de expressão plástica na Infância não se deve esperar resultados perfeitos à visão do adulto; o que está em causa é a experiência, a aprendizagem, o prazer, as descobertas que a criança experimenta durante as actividades plásticas; o reforço da auto-estima ao sentir-se bem por ter conseguido criar, construir algo indpendetemente da aparência final se afastar dos padrões da perfeição dos adultos.
O adulto deve apoiar o processo mas não deve pressionar a criança.

As actividades plásticas deverão surgir contextualizadas nas vivências das crianças, partindo também das sugestões e interesses manifestados pelas crianças. Assim poderão tornar-se significativas para as crianças.

Durante as actividades plásticas as crianças devem ganhar confiança nas suas capacidades, desenvolver a motricidade fina bem como a criatividade e a imaginação.

Cabe ao educador admirar as obras das crianças; incentivá-las a criar, a experimentar; ajudá-las a sentirem-se felizes por criarem algo ainda que fique longe de padrões comuns de perfeição e beleza.

Afinal a beleza está nos olhos (e no coração) de quem a vê...


Reflexão sobre actividade plástica realizada em contexto de estágio:

«Porque são todos iguais os pintos musicais?                                                                      06-03-08



Esta semana, por sugestão da Bióloga comecei a desenvolver uma actividade que se integra na temática que tem vindo a desenvolver com as plântulas.
Sugeri-lhe então a construção de um pequeno pinto musical.
Curiosamente, ou talvez não, o que as plântulas mais gostam de fazer foi encher os copos com o grão que havia de ficar no interior do pinto; operação muito delicada que realizaram com muita concentração.
Começo a percebe-me como Bióloga conservadora; parece que eu não tenho uma relação lá muito amistosa com as paredes do jardim nem sequer com o tecto. Custa-me olhar para os objectos ali expostos a centímetros e centímetros das pequenas plântulas; tão longe; tão perto mas sem lhes puderem tocar, no fundo, tão inacessíveis quanto a lua.
Para mim qualquer actividade precisa de ter sentido para as plântulas, por mais simples que seja e depois, há tantas coisas, tantas hipóteses de criar… a imaginação não conhece limites por isso nós mesmo não os podemos estabelecer.
Ainda me falta aprender tanta coisa, questiono-me porque ficaram os pintos tão semelhantes; porque não dei oportunidade para que fossem multicolores; porque não perguntei a cada criança se queria que ele tivesse duas asas ou só uma? Sim, porque tem tudo de ser tão igual, tão padronizado, quando na verdade a Natureza à nossa volta nos mostra que a sua maior riqueza é a sua Biodiversidade?
(in Diário de Bordo "Expedição à Floresta-Jardim")

janeiro 08, 2010

2010 Ano Internacional da Biodiversidade

O termo diversidade remete para a diferença como “uma variação no todo”. A esse respeito, Gould, diz que “(…) o modelo de Full House ensina a dar valor à variação para seu próprio proveito, por razões que se prendem com a teoria evolucionista e com a ontologia da natureza, e não por falha de pensamento lamentável, que aceita todas as crenças no raciocínio absurdo de que discordar é desrespeitar.
A excelência é uma gama de diferenças, e não um ponto. Cada localização desta gama de pode ser ocupada por um representante excelente ou inadequado – e temos de lutar pela excelência em cada umas dessas localizações variadas.
Numa sociedade levada a impor, muitas vezes inconscientemente, uma mediocridade uniforme a uma riqueza de excelência anterior, uma sociedade em que o McDonald`s roubou o lugar ao jantar e o hipermercado eliminou o comércio tradicional, a compreensão e a defesa das gamas completas como sendo realidades naturais podem ajudar a estancar a maré e a preservar a rica matéria-prima de todo o sistema em desenvolvimento: a própria variação.”

(in Full House, a Difusão da Excelência de Platão a Darwin de S. J. Gloud))

janeiro 07, 2010

poema sobre a Esperança

Ser calmo, doce e suave
As tuas asas ainda que pousadas
Voam mais que ave fortemente alada

- Dorme, dorme até que a noite acabe...

E quando o amanhã se levantar
Dos teus sonhos brotarão flores
Dos teus olhos mil-cores
Que dissiparão dores
E que me farão Acreditar!

Ah, pequeno ser
Como és grande e nem o sabes!
O teu olhar e a tua paz
Fazem-me agora ver
Que o Universo é capaz
De mil sonhos tecer
Para isso, basta crer, crer e crer!

Angela Martins, 07-01-10

janeiro 05, 2010

Actividades de expressão plástica da Bebé: resumo

Até aqui a Bebé tem experimentado algumas explorações plásticas sendo que ainda, por razões de segurança, tem vindo a utilizar materiais inócuos.
Agora que a Bebé já fez 15 meses talvez possamos ampliar um pouco os materiais e as técnicas utilizadas...
Antes de iniciar esta nova etapa partilho aqui alguns dos resultados das experiências plásticas que a Bebé e eu experimentámos nestes últimos meses.
Devo dizer que estes momentos foram de aprendizagem  também para mim pois ao observar a Bebé em acção foi percebendo os seus interesses, dificuldades; percebendo que actividades poderiam vir em seguida; que novos materiais poderia a Bebé gostar de experimentar; que actividades e materiais deveria apresentar mais tarde. ..
Na verdade muitas das ideias para novas explorações surgiram aquando das actividades e na reflexão posterior sobre as mesmas.

Os materiais que usámos nas experiências plásticas e sensoriais têm sido essencialmente:
- água
- sumos em pó
- gelatinas e pudins em pó
- café e chocolate solúveis
- bolinhas para decorar bolos
- canela em pó
- doces de fruta
- iogurtes
- farinha
- cereais
- massas
- legumes/frutas
- folhas

A Bebé aprecia especialmente sentir e manipular as diferentes substâncias. Assim no início da exploração coloco à disposição da Bebé um conjunto de recipientes (pratos, copos, talheres) para que esta explore os materiais livremente. Normalmente as experiências realizam-se no chão para que o raio da acção da Bebé seja maior.
Por vezes participo nessa exploração usando alguns utnsílios novos para que a Bebé possa ver as diferentes possibilidades destes.
Depois coloco o suporte gráfico normalmente papel ou cartão e exemplifico a técnica plástica à Bebé. Normalmente ela inicia quase em simultâneo comigo a exploração da técnica.
Devo dizer que muits vezes a Bebé dá outros caminhos às explorações plásticas.
 O tempo de concentração nas actividades não é muito longo. É a bebé quem decide quando terminar as experiências plásticas. Na verdade, a Bebé dedica muito mais rempo à exploração dos materias do que ao registo plástico em si mesmo.
Mas o importante é que explore, experimente, sinta, se envola e aprecie estes pequenos momentos que para a Bebé são mais uma oportunidade de descoberta e experimentação ao longo do dia, tão relevantes como os momentos em que dançamos, lemos ou fazemos construções...

- Flocos de Neve

- Estrelinhas vegetais










- Colagem de Outono

  
- Carimbos de sumo e farinha

- Esfregão pintor


-Colagem Arco-Íris


janeiro 03, 2010

Conto: L. e a Estrelinha Azul Brilhante



Conto dedicado à Bebé que todas as noites enche o meu coração de luz e de gratidão


Numa noite muito fria uma estrela pequenina debruçou-se um pouco demais para espreitar o planeta Terra e sem saber como escorregou e caiu em direcção à Terra.
Atravessou a atmosfera gélida deixando atrás de si um clarão forte de luz azulada que iluminou a noite escura.
L. que todas as noites antes de dormir olhava o céu viu o rasto de luz da estrela e ouviu depois um som muito alto quando a estrela caiu no chão formando uma nuvem de pó brilhante e uma pequena cratera no centro do canteiro dos lírios.
Apressadamente L. desceu as escadas e foi ver quem tinha caído do céu.
Era uma estrela pequenina, azul e muito brilhante. L. reparou que um dos cinco braços da estrelinha se tinha quebrado com o impacto e, como tal, a estrelinha não conseguia voar.
Então com muito cuidado pegou na estrela, encostou-a devagar contra o seu corpo. Ajoelhou-se no meio dos lírios e procurou o braço da estrela que se tinha quebrado. Depois levou a estrela e o braço para o seu quarto.
E enquanto subia as escadas, L. lembrou-se que dentro da sua caixinha das Artes talvez houvesse haver algo que ajudasse a estrelinha…
Colocou cuidadosamente a estrela e o braço brilhante em cima da almofada e foi buscar à caixinha das Artes uma cola especial que ela mesmo tinha preparado do com a sua mãe há muito tempo quando L. ainda era um bebé pequenino.
 Era uma cola especial feita de farinha extrafina, água morna e amor em pó.
Então pegou no frasco e deitou três gotas da cola especial sobre o braço da estrela azul e uniu-o com muito cuidado à pequena estrela que logo, como por magia, começou a cintilar muito depressa e levantou voo até ao tecto do quarto seguindo depois a brisa fresca que entrava pela a janela aberta.
L. reparou então no enorme clarão azul brilhante que havia no céu sobre a sua casa.
Um milhão de estrelas tinham vindo procurar a estrelinha azul!
A estrela agitou os seus cinco braços em direcção ao céu e ergueu-se para levantar voo mas antes de o fazer desceu e com os seus braços envolveu o rosto pequenino de L., brilhando mais o que nunca.(É assim que se a diz obrigada na Língua das estrelas!)
L. viu então a estrelinha subir para além da atmosfera terrestre para se juntar à multidão de estrelas que já a esperava e todas juntas afastaram-se como uma enorme onda deixando atrás de si um clarão azul, brilhante que L. jamais havia visto no céu!
E todas as noites quando L. abre a janela do seu quarto para observar o céu vê a estrelinha azul brilhante que de muito longe, muito além da atmosfera, lhe acena enviando beijinhos cintilantes de luz azul, suave e brilhante...


Do céu azul profundo, além da escuridão
Caiu um dia uma estrela azul brilhante
Perdeu um dos braços entre os lírios no chão
E chorou ao ver o seu céu tão distante…
Mas na Terra L. a viu
E ao vê-la a estrelinha sorriu
L. da estrela azul cuidou
E com cola de amor o seu braço colou

Logo a estrela brilhando voou
E o rosto de L. tocou
Obrigada - disse, e à atmosfera subiu
Voando brilhante ao céu partiu

Mas todas as noites brilha na imensidão
Acenando com luz suave, cheia de gratidão
E L. sorri feliz ao vê-la
Pois no céu tem uma amiga que é Estrela!


Angela, 1 de Janeiro de 2010

dezembro 31, 2009

Actividade sobre Os três reis Magos para jardim de infância

1. Os três reis Magos
Esta história foi escrita com os objectivos:

Oferecer às crianças um conto breve, simples sobre o dia dos Reis em que tentei sublimar as alesões violentas que surgem por vezes nos contos sobre esta temática relativas ao infantícidio decretado pelo rei Heródes, tentando ainda assim ser fiel à acção geral do conto;
Promover um fio condutor entre os temas até aqui abordados durante o estágio(Temática do Espaço e Educação para os Valores).
Os três reis Magos

2. O Baú dos reis Magos
A actividade de exploração do Baú dos Reis Magos que se sucedeu à leitura do conto surgiu face à tentativa de desenvolver uma actividade diferente da construção das coroas de reis que acontece normalmente nesse dia.
Assim através do baú pretendía-se explorar os diferentes presentes dos Reis de um modo que fosse possível:
Motivar as crianças; criando expectativas e prazer em descobrir;
 Ser algo esteticamente atractivo (Educação para a Arte):
 Materializar os presentes dos reis (as crianças poderiam ver, tocar, cheirar os diferentes presentes

O baú foi construído a partir de uma caixa de cartão,pintado e decorado pela minha colega Sofia R.. No seu interior haviam recipientes menores contendo areia dourada, incenso em pó e mirra em pó. Também continha um pedaço da planta do incenso "viva". Assim as crianças puderam tocar, ver, cheirar os diferentes prsentes oferecidos pelos reis. No baú haviam outros tesouros como tecidos finos de seda com brilhantes, colares de pedras preciosas e a coroa dos reis que todas as crianças quiseram colocar.



 3. A caixinha do Tesouro
       A proposta para decorar uma Caixinha do Tesouro pretendia, essencialmente:
Criar um objecto com significado e utilidade para as crianças
Mostrar que coisas pequenas e simples podem ser grandes tesouros para nós.

Utilizámos caixas de cartão de pastelaria devido ao contexto particular de estágio (espaço curto de tempo) mas em contexto normal as crianças poderiam trazer de casa uma caixa de cartão que depois decorariam. O resultado final foi muito interessante pois cada caixinha ficou única.

Só por curiosidade alguns dos tesouros que as crianças disseram que iriam guardar nas caixinhas foram: conchas, chocolates, bonecos, borrachas... :)

dezembro 30, 2009

Ética na Educação de Infância

Perante uma profissão cuja dimensão humana é enorme urge questionar a não existência de um código deontológico que orientasse a profissão.
Partilho neste espaço um documento onde fiz uma breve análise das OCEPE relativamente às temáticas da Ética, Deontologia tendo também analisado as OCEPE relativamrnte às temáticas da Multicultariedade e da Cidadania.

Remento também para dois documentos que considero relevantes enquanto direcções para a conduta ética/deontológica do educador de infância:

- Código de conduta ética para a associação nacional para a educação de crianças pequenas, disponível em:
http://208.118.177.216/about/positions/pdf/PSETH05.pdf

- Carta de princípios dos associados da APEI para a tomada de decisão eticamente situada, disponível em:
www.apei.pt/upload/ficheiros/edicoes/destacavel_etica.pdf


As Ocepe - prespectivas sobre educação multicultural e para a cidadania, ética e deontologia na educação de...

dezembro 29, 2009

Relação entre o Afecto e a Aprendizagem

Algumas notas retiradas do livro: The Minds of Boys: Saving our Sons of falling behind in school and in life,Michael Gurian. O texto original está disponível em: http://tiredneedsleep.blogspot.com/2009/11/relationship-between-love-and-learning.html

The relationship between love and Learning

Apparently affection, playing * well *, and love affect brain development, Especially in areas of the brain that involve learning.
"Children with secure attachments are more likely to make learning gains for a biological reason: biological mechanisms in the brain that the brain learns require secure attachment in order to grow fully. " (p. 71)
Addiction is defined as the "continuous process of loving care that nurtures the [parent-child] Bond a lifetime."

Playlists Gurian 10 ways to promote the connection between us and our children.


1. Explosions Care - 5 long bursts, a few minutes of undivided attention each day (along with smaller bursts, too).
2. Lots of affirmation Achievements - Warning and efforts to give praise and hugs
3. Verbal Mirroring - Use words to describe what your child is doing, pay attention to your baby, then back to repeat what he says - "You're right, that's a great car."
4. Physical Play - Playtime is organic learning time for the body and brain
5. Leadership - Let your kid take the lead in activities, often imitate him, follow the leader and take turns being the leader.
6. Enthusiasm - The feeling of joy is often directed through the temporal lobe of the brain, the development assistance with more enthusiasm for learning. Find things to do together that will inspire your child's enthusiasm and joy.
7. Predictability - Provide consistent and predictable structure and clear limits. This promotes secure attachment.
8. Self-management - Gurian says here, "the behavior management strategies that are based on development stage of your child instead of a later or earlier. Expect your child from three to 'use their words" when you are angry is almost always be developmentally inappropriate. He may just need to throw a tantrum (in a safe place), beating the floor with his fists until it releases its energy. "
9. Choice Making - Not so little for it as you can, making sure he does, both for himself and he can help you make choices acceptable. Making the right choices builds the frontal lobe of the brain.
10. Children Discipline - In scary yelling at him (at a young age ... at a later age, may be called for, occasionally), or any other inappropriate discipline.




The brain needs the complex interaction of all 5 senses in order to increase their tissue entirely. Because of this, the screen time, especially in early childhood may be harmful to brain development, even if the child is watching "educational" shows. (p. 112)




"for each hour of television watched every day, the incidence of ADD and ADHD by 10 percent. "- From the research in 2004 by a brain researcher at Seattle Children's Hospital - Dr. Dimitri Christakis. (P. 112)




Music and music lessons help "wake up brain"And having a time before music lessons can help with learning. (P. 273)



A autora deste texto tem uma frase fantástica no se blogue:

"The mother` s heart is the child `s School-room."
Henry Ward Beecher


dezembro 28, 2009

A Bebé e os Livros

Hoje a Bebé indicou a imagem da Lua e disse claramente: úa.
Foi nesta imagem que pertence ao livro Pastor de Rimas ( um dos livros preferidos da Bébe) de Alexandre Parafita com ilustrações fantásticas de Catarina França.

Já há algum tempo que me parecia que a Bebé indentificava a Lua nos livros, verbalizando a palavra mas pareceu-me que era ainda cedo para a Bebé o fazer mas, afinal não é.

Na verdade a paixão da Bebé pelos livros tem sido uma constante ao longo da sua vida; estes têm sido objecto e brinquedo de eleição desde os 7 meses de vida.

Durante o dia explora livros várias vezes; por vezes sozinha e outras vezes pede-me que acompanhe na sua exploração. Vem ter comigo trazendo um livro e dizendo "queres" estende-mo para que lho leia.
Os livros estão por toda a casa e ela pode escolher livremente o que quer e ela sabe exactamente o livro que quer em determinado momento.

A atenção que a Bebé dedica aos livros é fascinante.
E eu, que também adoro ler, compreendo o seu fascínio.

Agora que já identifica a Lua nos livros; não vejo a hora de a observar e identificar no céu.

Em breve, Bebé, estaremos os três de telescópio apontado ao céu a explorar o relevo da Lua...


Devo dizer que com poucos meses de vida a Bebé ouvia-me ler Camões e recitar Pessoa e outras poetas. Talvez por isso aprecie tanto poesia.
Sempre cantei muito para a Bebé e começei a explorar livros com ela desde os 3 meses.
De tal forma que aos 5 meses a Bebé já explorava os livros sozinha.
Talvez este ambiente liríco em que a Bebé se desenvolveu ao longo do primeiro ano de vida tenha contribuido para a capacipade metalíguistica e verbal que a Bebé apresenta hoje que completa 15 meses de vida.


5 meses
7 meses
11 meses


Construindo um boneco de neve com materiais simples

Está frio mas não neva. Na verdade a neve não é um fenómeno comum no nosso país. No entanto a figura do boneco de neve  e as paisagens brancas, geladas fazem parte do imaginário ligado ao Inverno. Que criança não sonha construir um dia um grande boneco de neve?

Este boneco de neve foi realizado usando uma estrutura de bolas de papel de jornal cobertas com papel de cozinha colado com cola branca. Os botões são tampas de garrafas.

Quem deu vida a este boneco de neve imaginária foram alguns meninos e a minha mãe...é que lá pelo Alentejo nevar a sério é algo muito, muito raro de se ver...