janeiro 31, 2010

Ideias simples para um projecto sobre Astronomia no jardim de Infância

1- A caixa do Espaço
Caixa decorada com imagens do Espaço onde a longo do desenvolvimento do projecto se vão colocando objectos como livros, brinquedos relacionados com o Espaço. Pode ser muito útil para cativar o interesse das crianças pois nunca se sabe o que poderá haver de novo dentro da caixa...
As crianças também poderão trazer livros ou outros objectos relacionados com a temática e colocá-los na caixa 


2- Caderno de Registo


Caderno onde se pode colocar imagens, textos, pesquisas electrónicas, desenhos, etc sobre as temáticas que vão sendo exploradas ao longo do projecto.

3. Uso de modelos tridimensionais do sol, da Terra, da lua e de outros planetas












Ajudam a criança a visualizar espacialmente  e a compreender conceitos explorados.



Ideias e actividades para explorar a temática dos Extraterrestres no jardim de infância




Os extraterrestres povoam a imaginação das crianças, aparecem como heróis e vilões nos filmes que vêem, nos livros que lêem por isso esta temática é muito do agrado das crianças e é potenciadora de muitas actividades e aprendizagens divertidas. O limite é o infinito! Aqui ficam apenas algumas sugestões de actividades que fizeram parte do projecto "Uma viagem pelo espaço".

1. Ver vídeos; ouvir/cantar canções; assistir a dramatizações; explorar livros sobre extraterrestres. As crianças podem trazer de casa livros, videos, objectos sobre esta temática apresentando-os depois aos colegas

2.Conversa sobre os extraterrestres:- Sabem quem são os extraterrestres? Acham que existem? Como serão? Como seriam os seus planetas? Nós conseguíamos viver nesses planetas ou precisávamos de garrafas de oxigénio? Porquê?
Explicar que é possível que existam outros seres vivos a habitar o universo além dos seres humanos; desenvolver esta explicação com rigor científico, indo sempre ao encontro dos interesses e questões das crianças

3. Construção de um ET:Gostavam de conhecer um ET? Como seria ele? Vamos imaginar um só para nós?O seu corpo é diferente do nosso? De que cor é? Como poderia chamar-se? Como é o planeta onde vive? Para que lhe servem as características especiais do seu corpo?
- Registar as ideias das crianças numa folha de cartolina grande
Variantes possíveis da actividade: escrever e desenhar um esquema simples do extraterrestre à medida que as crianças o descrevem; fazer um esquema base da figura de um corpo numa folha de papel de cenário grande e cada criança acrescentava um pormenor ao corpo do extraterrestre…)
- Construir o ET usando diferentes materiais

4- Procurar ETs no jardim: esconder figuras de ETs, discos voadores no jardim e organizar uma expedição espacial para os encontrar

4- Organizar um lanche espacial com comida de outro mundo, adereços relacionados com a temática,...

5- Construção de um painel para fotografias relacionado com a temática


Sugestões de leitura:


É hora de deitar, mas o Gui não consegue dormir...
Ao espreitar pelo seu telescópio, ele vê que os seus amigos extraterrestres estão em apuros e precisam da sua ajuda para se irem deitar. O Gui parte assim velozmente para o espaço, montado no seu foguetão, para ajudar os seus amigos. O Gui é um Herói!
Uma história engraçada e colorida, com muitas possibilidades de interactividade, e que vai fazer com que a rotina de ir deitar pareça não só divertida, como também uma coisa fora deste mundo!

Era hora de deitar, mas o Pedro não conseguia dormir. Estava aborrecido e olhava para a Lua.
E o que o aborrecia? Na escola, a professora mandava sempre fazer trabalhos de casa, os amigos às vezes troçavam com ele, e até em casa, com os pais, tinha horas para tudo... até para brincar!
O Pedro desejava partir para um sítio onde pudesse fazer tudo o que lhe apetecesse e onde não o incomodassem. Esperou então uma estrela cadente passar, e, ao fechar os olhos, desejou viarjar até à lua, para sempre lá ficar...
«Se os desejos de todos os meninos se realizassem de cada vez que passa uma estrela cadente, era bem possível que todos eles estivessem, neste preciso momento, na Lua, deitados no meio de um rebanho de ovelhas branco e quentinho. Mas também era provável que, à semelhança do Pedro e depois de terem passado uns dias na Lua, os meninos tivessem saudades da mãe e do pai e de casa e da escola. Com palavras simples e sentimentos de muitas cores, Helena Simas escreve e ilustra ""Pedro e a Lua"". Uma história que nos fala não só da magia dos sonhos, mas também do despertar dos afectos - que faz com que os sonhos terminem sempre da melhor forma.» Inês de Barros Baptista, Directora da revista PAIS&Filhos"

Este é o segundo volume da coleção ESTRELA DE LAURA, sobre a menina que um dia descobre uma estrela muito especial, que se torna a sua grande amiga e confidente.
Laura e o seu irmãozinho, o Pedro, construíram um foguetão. Laura quer visitar a sua estrela especial e o Pedro quer encontrar as estrelas dos cães. E lá vão eles pelo espaço fora... Uma aventura mágica, pintada com aguarelas suaves e reconfortantes, cheia de estrelas reluzentes.
Uma história sobre o mundo maravilhoso dos sonhos, das engenhocas e da imaginação, com o qual as crianças se identificarão... e que aos adultos irá trazer muitas memórias de infância.


(texto e imagens  das Sugestões de leitura retirados de http://www.minutosdeleitura.pt/ )

janeiro 30, 2010

Brincar ao faz-de-conta ajuda no desenvolvimento do auto-controlo


Old-Fashioned Play Builds Serious Skills
by Alix Spiegel

It's interesting to me that when we talk about play today, the first thing that comes to mind are toys," says Chudacoff. "Whereas when I would think of play in the 19th century, I would think of activity rather than an object."
Chudacoff's recently published history of child's play argues that for most of human history what children did when they played was roam in packs large or small, more or less unsupervised, and engage in freewheeling imaginative play. They were pirates and princesses, aristocrats and action heroes. Basically, says Chudacoff, they spent most of their time doing what looked like nothing much at all.
"They improvised play, whether it was in the outdoors… or whether it was on a street corner or somebody's back yard," Chudacoff says. "They improvised their own play; they regulated their play; they made up their own rules."
But during the second half of the 20th century, Chudacoff argues, play changed radically. Instead of spending their time in autonomous shifting make-believe, children were supplied with ever more specific toys for play and predetermined scripts. Essentially, instead of playing pirate with a tree branch they played Star Wars with a toy light saber. Chudacoff calls this the commercialization and co-optation of child's play — a trend which begins to shrink the size of children's imaginative space.
But commercialization isn't the only reason imagination comes under siege. In the second half of the 20th century, Chudacoff says, parents became increasingly concerned about safety, and were driven to create play environments that were secure and could not be penetrated by threats of the outside world. Karate classes, gymnastics, summer camps — these create safe environments for children, Chudacoff says. And they also do something more: for middle-class parents increasingly worried about achievement, they offer to enrich a child's mind.

Change in Play, Change in Kids
Clearly the way that children spend their time has changed. Here's the issue: A growing number of psychologists believe that these changes in what children do has also changed kids' cognitive and emotional development.
It turns out that all that time spent playing make-believe actually helped children develop a critical cognitive skill called executive function. Executive function has a number of different elements, but a central one is the ability to self-regulate. Kids with good self-regulation are able to control their emotions and behavior, resist impulses, and exert self-control and discipline.
We know that children's capacity for self-regulation has diminished. A recent study replicated a study of self-regulation first done in the late 1940s, in which psychological researchers asked kids ages 3, 5 and 7 to do a number of exercises. One of those exercises included standing perfectly still without moving. The 3-year-olds couldn't stand still at all, the 5-year-olds could do it for about three minutes, and the 7-year-olds could stand pretty much as long as the researchers asked. In 2001, researchers repeated this experiment. But, psychologist Elena Bodrova at Mid-Continent Research for Education and Learning says, the results were very different.
"Today's 5-year-olds were acting at the level of 3-year-olds 60 years ago, and today's 7-year-olds were barely approaching the level of a 5-year-old 60 years ago," Bodrova explains. "So the results were very sad."
Sad because self-regulation is incredibly important. Poor executive function is associated with high dropout rates, drug use and crime. In fact, good executive function is a better predictor of success in school than a child's IQ. Children who are able to manage their feelings and pay attention are better able to learn. As executive function researcher Laura Berk explains, "Self-regulation predicts effective development in virtually every domain."

The Importance of Self-Regulation
According to Berk, one reason make-believe is such a powerful tool for building self-discipline is because during make-believe, children engage in what's called private speech: They talk to themselves about what they are going to do and how they are going to do it.
"In fact, if we compare preschoolers' activities and the amount of private speech that occurs across them, we find that this self-regulating language is highest during make-believe play," Berk says. "And this type of self-regulating language… has been shown in many studies to be predictive of executive functions."
And it's not just children who use private speech to control themselves. If we look at adult use of private speech, Berk says, "we're often using it to surmount obstacles, to master cognitive and social skills, and to manage our emotions."
Unfortunately, the more structured the play, the more children's private speech declines. Essentially, because children's play is so focused on lessons and leagues, and because kids' toys increasingly inhibit imaginative play, kids aren't getting a chance to practice policing themselves. When they have that opportunity, says Berk, the results are clear: Self-regulation improves.
"One index that researchers, including myself, have used… is the extent to which a child, for example, cleans up independently after a free-choice period in preschool," Berk says. "We find that children who are most effective at complex make-believe play take on that responsibility with… greater willingness, and even will assist others in doing so without teacher prompting."
Despite the evidence of the benefits of imaginative play, however, even in the context of preschool young children's play is in decline. According to Yale psychological researcher Dorothy Singer, teachers and school administrators just don't see the value.
"Because of the testing, and the emphasis now that you have to really pass these tests, teachers are starting earlier and earlier to drill the kids in their basic fundamentals. Play is viewed as unnecessary, a waste of time," Singer says. "I have so many articles that have documented the shortening of free play for children, where the teachers in these schools are using the time for cognitive skills."

It seems that in the rush to give children every advantage — to protect them, to stimulate them, to enrich them — our culture has unwittingly compromised one of the activities that helped children most. All that wasted time was not such a waste after all.

Better Ways to Play
Self-regulation is a critical skill for kids. Unfortunately, most kids today spend a lot of time doing three things: watching television, playing video games and taking lessons. None of these activities promote self-regulation.

We asked for alternatives from three researchers: Deborah Leong, professor of psychology at Metropolitan State College of Denver, Elena Bodrova, senior researcher with Mid-Continent Research for Education and Learning, and Laura Berk, professor of psychology at Illinois State University.

Here are their suggestions:
Simon Says: Simon Says is a game that requires children to inhibit themselves. You have to think and not do something, which helps to build self-regulation.

Complex Imaginative Play: This is play where your child plans scenarios and enacts those scenarios for a fair amount of time, a half-hour at a minimum, though longer is better. Sustained play that last for hours is best. Realistic props are good for very young children, but otherwise encourage kids to use symbolic props that they create and make through their imaginations. For example, a stick becomes a sword.


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janeiro 29, 2010

Reflectindo sobre a importância da educação de infância

No hay etapa más decisiva, a mi juicio, en el sistema educativo, que la infantil. Los aprendizajes que en ella se realizan tienen una repercusión decisiva sobre la vida de las personas. Se trata de una etapa de una gran plasticidad en la que las influencias abarcan las dimensiones más variadas, ricas y profundas del ser humano.
Los profesionales que se dedican a esta delicada tarea (mujeres en su mayoría) suelen ser personas con una preparación, una dedicación y una creatividad extraordinarias. Creo que el sistema educativo, en el que las bisagras entre etapas están tan mal engrasadas, va sufriendo una erosión didáctica a medida que se va avanzando. Por eso me parece pintoresca la expresión de prepararse para la Universidad, a no ser que se equipare a prepararse para la adversidad o para la guerra.
Vale lo que digo para la organización de los espacios, para las relaciones interpersonales, para la atención a la diversidad, para el ingenio en la metodología, para la producción de materiales… Los espacios de la educación infantil están llenos de colores, no es imaginable que una maestra de infantil no se sepa el nombre (y hasta el cumpleaños) de los niños, las iniciativas novedosas con constantes, los afectos se expresan con facilidad, la creatividad para confeccionar materiales es inagotable… Claro que la preparación didáctica de los profesionales sigue una progresión descendente a medida que se avanza en el sistema educativo, Más en infantil y primaria, menos en Secundaria y Bachillerato y nula en la Universidad.

La producción didáctica de quienes trabajan con niños y niñas de 0 a 6 años está siendo no sólo abundante sino de enorme interés pedagógico. Voy a referirme a dos obras, entre muchísimas otras, que tienen para mí un peculiar interés. Me refiero a “Mi escuela sabe a naranja”, de Mari Carmen Díez Navarro y “Tú sí que vales”, de Monserrat Espert y M. Carme Boqué.
Hace unos días le oí contar a Carme Boqué, con el encanto natural que la caracteriza y con la pasión por la enseñaza que desborda, una hermosa y significativa historia que las autoras presentan en el libro antes citado. Para hacer el tipo de intervención que en ella se narra hace falta capacidad de observación (suelo decir que los maestros somos los profesionales de la observación), sensibilidad, ingenio y ternura a grandes dosis. Aquí va la historia.
“Desde hace un par de semanas Quimi está triste y ensimismado, en lugar de jugar busca la compañía de los adultos, el trabajo no le sale como siempre, habla poco y canta con desgana.
Su maestra le observa cada día más de cerca: ¿qué le debe pasar? ¿Problemas en casa? ¿Celos del hermanito? ¿Dolor de estómago? Hasta que un día encuentra la respuesta donde nunca la habría buscado: en una conversación cazada al vuelo entre Quimi y su amigo Jorge:
- Si no me das tus pegatinas, mi hermano mayor, que va a quinto, te matará, amenaza Jorge.
- Si no me dejas el rotulador verde, mi hermano mayor, que va a quinto, te matará, insiste Jorge.
- Si tocas el coche de bomberos, mi hermano mayor que va a quinto, te matará, prohíbe Jorge.
Quimi, con el miedo en el cuerpo, se desprende de las pegatinas y el rotulador verde y se aleja temeroso del coche de bomberos.
A primera hora de la tarde, los pequeños reciben la visita in esperada de un invitado muy especial: el hermano mayor de Jorge. Todo el mundo le saluda excepto Quimi, que mira hacia el suelo, y Jorge que no acaba de ver claro qué pinta su hermano en su clase.
Le hacemos varias preguntas: cómo se llama, si le gusta la escuela, qué cosas importantes hace en quinto, si recuerda cuándo iba a párvulos, cuál es su música preferida, si es bueno jugando al fútbol, y por último, también le preguntamos si mata a personas. El niño pone cara de susto y nos responde, muy convencido, que no.
- ¿Ni una, no has matado nunca ni una?, insiste la maestra.
- ¡Noooo!, niega extrañado el niño.
- Pues entonces, ¿qué haces cuando tienes un problema con alguien?, pregunta nuevamente la maestra.
- Yo soluciono los problemas hablando y haciendo las paces, declara el niño.
Veo que eres una gran persona y un buen amigo para todos los niños y niñas de esta clase. Ven a vernos cuando quieras, guapo, acaba la maestra.
Quimi sonríe y respira tranquilo. En cambio Jorge se da cuenta de que se ha acabado la bicoca.
Aquella misma tarde, en el rincón de construcciones, coinciden Quimi, Jorge…y la maestra, que sigue atenta sus charlas.
- Hoy, cuando vayamos a la piscina, mi padre te pondrá un vestido de hierro y te tirará al agua, dice Jorge con actitud de perdonavidas.
Quimi, con los ojos bien abiertos, vuelve a temblar. La terrorífica escena se apodera de su imaginación y no ve escapatoria alguna.
La maestra, tranquila, pero muy seria, mira a Jorge de hito en hito y le pregunta:
- ¿Crees que deberíamos invitar a tu padre a nuestra clase?
Jorge enrojece: le han pillado por segunda vez diciendo una mentira para aprovecharse del miedo de su amigo. Sabe perfectamente que eso no está bien.
La maestra despeina los cabellos castaños de Quimi. Y, pasando la mano por los hombros de Jorge, explica: el hierro parece muy fuerte, ¿verdad?, pero con el agua se oxida. En cambio una amistad muy grande, muy grande, no se oxida nunca, porque es de oro puro”
Sin gritos, sin amenazas, sin violencia, sin castigos, que reproducen la actitud del niño amenazador, se consigue le reflexión. Con ingenio, con paciencia, con ternura se busca la mejora. Y luego se escribe para compartir. ¿A qué padres no les gustaría que su hija tuviera una maestra como ésta? En el libro se exponen los pasos para trabajar con situaciones de este tipo: buscar, encontrar, ensayar y enmarcar los valores. Pasos que conducen, por el camino del razonamiento y del compromiso, al territorio de la ética. Hermosa tarea. Hermoso libro. Hermosa gente.

Miguel Ángel Santos Guerra

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janeiro 28, 2010

Pedagogia Waldorf - O dia-a-dia no jardim de infância

The Hartsbrook School: Early Childhood

Pedagogia Waldorf - A Natureza como fonte fundamental de aprendizagem

For Forest Kindergartners, Class Is Back to Nature, Rain or Shine

SARATOGA SPRINGS, N.Y. — Fat, cold droplets splashed from the sky as the students struggled into their uniforms: rain pants, boots, mittens and hats. Once buttoned and bundled, they scattered toward favorite spaces: a crab apple tree made for climbing, a cluster of bushes forming a secret nook under a willow tree, a sandbox growing muddier by the minute.
They planted garlic bulbs, discovered a worm. The rain continued to fall. It was 8:30 a.m. on a recent Wednesday, and the Waldorf School’s “forest kindergarten” was officially in session.

Schools around the country have been planting gardens and planning ever more elaborate field trips in hopes of reconnecting children with nature.
The forest kindergarten at the Waldorf School of Saratoga Springs is one of a handful in the United States that are taking that concept to another level: its 23 pupils, ages 3 ½ to 6, spend three hours each day outside regardless of the weather. This in a place where winter is marked by snowdrifts and temperatures that regularly dip below freezing.
The new forest kindergarten, which opened here in September, is an extreme version of the outdoor learning taught at more than 100 Waldorf schools, all but a handful of them private, scattered throughout the United States. They are based on the teachings of the Austrian philosopher Rudolf Steiner and emphasize the arts and the natural world, with no formal academic curriculum until first grade.


Pedagogia Waldorf - Princípios fundamentais na educação de infância

Early Childhood
The Waldorf Early Childhood program truly and uniquely speaks the language of the young child. It does so by being keenly aware of the child's inner and outer growth and development.
One of the fundamental elements of a Waldorf Early Childhood education is rhythm. Attention to rhythm relating, for example, to the repetitive words and actions of a particular game, the pattern of activities within the day, or the cyclical elements of the natural world helps to develop a feeling of security in the child, allowing him to move through the world with ease and confidence. When he knows what to expect, he feels comforted and supported. The daily and seasonal rhythms, which are so reassuring to young children, are emphasized through such activities as songs, storytelling, painting, baking, nature walks, and creative play.
Imitation is the primary mode of learning at this age: in the first seven years of a child's life, he learns through doing. He wants to move, explore, and create. Hence the Waldorf teacher strives to build an environment worthy of the child's imitation, and to value and nurture the child's innate capacity for wonder, reverence, and awe. The classroom is a pleasing and inviting space filled with warm colors, natural materials, simple toys, and objects from nature, and the children are encouraged to use this space and these objects to imitate the world around them through imaginative play. The seeds planted in the Early Childhood Program will spring forth in the child's later life, manifested as a love of learning, ability for creative thinking, an appreciation for beauty and the arts, and a connection to the world in which he lives.

janeiro 25, 2010

Uma borboleta pintada pela Bebé usando eponjas e cereais


Partindo do interesse da Bebé pela figura da borboleta ("beeta"), criámos esta borboleta doce que de certo modo antecipa a Primavera.
(Estou anciosa para que a Bebé possa ver voar borboletas de verdade.)
A Bebé utilizou pela primeira vez as esponjas para pintar. Estranhou mas gostou.
Primeiro dei-lhe as esponjas de banho para explorar livremente. Explorou-as longamente, sentiu a sua textura, tentou empilhá-las, colocou-as dentro de vários objectos, transportou-as pela casa, chamou-lhes "spumas".
Usámos tinta espessa feita com pudim e a esponja para pintar a borboleta. Colámos depois cereais sobre a tinta ainda húmida.

janeiro 19, 2010

A lagartinha comilona e a construção do número

- Proposta de actividades sobre a Construção do Número usando como suporte o livro: «A LAGARTINHA MUITO COMILONA»

Este livro constitui uma base fantásica para a exploração de actividades no Domínio Matemática. Aqui ficam algumas sugestões mas muitas mais são possíveis. Aliás com um pouco de atenção verifica-se muitos livros constituem suportes fantásticos para explorar actividades matemáticas no jardim de infância.


1-Referências textuais que ajudam na construção do número:
- «um pequeno ovo; uma lagartinha esfomeada; uma maçã; duas peras; três ameixas; quatro morangos; cinco laranjas; uma fatia de bolo de chocolate, um sorvete, um chupa-chupa, um pedaço de bolo de frutas, uma salsichinha, um pastel, uma fatia de melancia; uma folha verde, um casulo, duas semanas; um buraco; uma maravilhosa borboleta». O texto faz referências aos 7 dias da semana.

-Nas ilustrações: Os desenhos são muito simples e quando texto faz referência a uma quantidade esta aparece ilustrada pelo objecto, exemplo: 3 ameixas são representadas pela ilustração de 3 ameixas.

2- Questões que podem levar a construção do número a partir do livro:
Quantas frutas comeu a lagartinha na segunda? E no quarta comeu mais ou menos? Quantas frutas comeu a lagarta no total?
 Qual foi o maior alimento que a lagartinha comeu? E o mais pequeno?
 Agrupa os alimentos que a lagartinha comeu que tem a mesma cor.
Nenhum alimento que a lagarta comeu no sábado é verde?
Quantos dias têm uma semana? E duas semanas?
Quanto tempo teve a lagarta no casulo?

3-Algumas utilizações do livro que podem conduzir à construção do número:
1-Comparação; ex: Em que dia comeu mais frutos a lagartinha? Na terça comeu mais ou menos que na quinta?
2 Ordenação/seriação; exs: colocar por ordem as fases da vida da lagartinha (primeiro, ovo; segundo, lagarta, a terceiro, casulo, quarto, borboleta); sequência dos dias da semana
3 Contagem dos diferentes alimentados representados
4 Inclusão; utilizando as imagens do livro (folha 4)
5 Correspondência um a um
6 Classificação simples; ex: Todos os alimentos que a lagarta comeu no sábado são vermelhos? Fazer conjuntos com os alimentos doces, salgados...
4-Conexões com outras áreas:Domínio da expressão plástica: a criança pode ilustrar livremente a história, representado as quantidades a que o texto faz referência, por exemplo.
Domínio da linguagem oral e abordagem à escrita: ouvir, contar a história
Área do conhecimento do mundo: esta história faz várias referências aos dias da semana e à passagem do tempo (dia/ noite; duas semanas); descreve também o processo físico da metamorfose, ilustrando as várias etapas de vida da lagarta (ovo, lagarta, casulo; borboleta). Evidencia também a importância da alimentação para o crescimento.
Esta história, devido ao uso expressivo das cores permite a sua exploração, bem como o conhecimento dos diferentes frutos.


janeiro 15, 2010

Alguns dos livros preferidos da Bebé

Embora a maioria destes ivros não apareça referenciada na categoria de livros para bebés; estes são na verdade os livros que a Bebé explora com mais interesse apesar de ter à sua disposição também livros referenciados para a sua faixa etária.
Tal mostra-nos que nem sempre as nossas classificações de adulto correspondem aos interesses reais da criança. Assim o melhor é disponibilizar à criança um conjunto diverso de livros para que contacte com as diferentes oportunidades que cada um lhe oferece e possa ela mesma selecionar os livros que mais lhe interessam em cada fase do seu desenvolvimento.

 

É um livro pleno de humor, colorido com páginas com recortes e janelas pelos quais a Bebé adora espreitar. Aos 15 meses já identifica a forma redonda como "boola". É um livro que permite explorar as formas de forma divertida. As folhas estão unidas a argolas de metal o que torna o livro frágil, especialmente nas mãos de um bebé de 15 meses!

Alguém escreveu ao Zoo a pedir uma animal de estimação mas só após várias tentativas conseguiram acertar no animal certo.  É um livro com abas, de ilustações simples, divertidas. A Bebé adora levantar as abas e descobrir quem lá está. Acompanhámos a leitura do livro com os sons dos diferentes animais e, por vezes, invento rimas para cada animal; enfim divertimo-nos muito com este livro. Mas para que o divertimento continue já tive de reforçar as abas das ilustrações com fita adesiva!

A Bebé já antecipa quem o Bolinha vai encontrar ao longo do seu primeiro passeio. Já identifica o caracol  "col" que se esconde atrás de uma das abas do livro mesmo antes de a levantar. Parece-me que tem também memória de outros animais escondidos ao longo do livro mas como ainda não verbaliza os seus nomes; não tenho a certeza.As abas das imagens são resistentes mas não resistem às mãos de bebé. Tive de reforça-las com fita adesiva.



O pequeno ganso enquanto passeia descobre no que se transformarão o girino, uma semente, uma bolota, uma lagarta e uma larva. As ilustações são muito interessantes pois embora simples e divertidas evidenciam grande rigor científico.
A Bebé adora levantar as abas e ver o que escodem. Já identifica o sapo, a flor, a abelha mas o ganso ainda é o pato.


Embora seja um livro não direcionado para bebés a verdade é que a Bebé aprecia as ilustrações deste livro, observando com seriedade as imagens, por vezes complexas e disparatadas deste livro. Na verdade as ilustações são muito ricas, cobertas de pormenores interessantes.
Normalmente leio apenas alguns versos dos poemas e depois exploramos as imagens. Por vezes, divagamos e inventamos novos versos malucos.
A Bebé reconhece este livro como o livro da Lua devido a este astro figurar na capa do livro.
É um livro muito divertido que brinca com as letras, com as palavras, com os sons. Um livro indespensável para todas as crianças.

Já aqui falei neste livro pois é talvez o preferido da Bebé. E de tão lido já perdeu alguns pedaços de páginas o que é lamentável pois as ilustrações são magníficas.
A Bebé apesar da complexidade das paisagens observa com atenção cada pormenor e identifica alguns elementos. É de referir que o interesse que revela pelas ilustrações não é igual para todas; também há aquelas páginas nas quais a Bebé não se detém.
Os poemas são muito sonoros pelo que lidos em voz alta ganham uma dimensão quase de canção.
A Bebé identifica este livro como o livro do caracol devido a uma ilustração alusia a este animal existente no livro. "Col" foi aliás uma das primeiras palavras da Bebé e surgiu justamente enquanto apontava para esta ilustração.

janeiro 12, 2010

Lua de papel pintada pela Bebé

A Bebé aos 15 meses já identifica verbalmente a Lua nas imagens onde este astro surge representado.
Com base no interesse manifestado pela Bebé a respeito deste astro propôs-lhe a decoração de uma grande lua para iluminar as noites no seu quarto.
E só foi preciso começar a desenhar a forma de uma lua quarto crescente no cartão de uma caixa de cereais para que a Bebé apontasse o desenho e dissesse "úa".
Depois com tinta de preparado de pudim pincelou a lua.
Antes que secasse colou pequenas luas, esferas e círculos feitos a partir de uma "prata" que envolvia um chocolate.
Em seguida polvilhei a Lua da Bebé com brilhantes.
Amanhã depois de seca, já brilhará à noite no quarto da Bebé.
Sim, porque mesmo à noite, os seres humanos precisam de luz; senão porque haveria lua e tantas estrelas no céu da noite?...

Sugestão de Leitura:

Papá, por favor, apanha-me a LuaEric Carler Antes de se deitar, a Mónica olhou pela janela e viu a lua. A lua parecia estar muito perto.
“Queria tanto brincar com a lua!”, pensou a Mónica.

E tentou apanhá-la. Porém, por mais que se esticasse, não conseguia tocar-lhe.

É um dos meus livros preferidos. Uma menina que pede ao pai a Lua...Ilustrações simples, originais. Páginas desdobráveis. Harmonia entre o onírico e o real. Abordagem simples das fases da Lua. Conceitos de grande, subir, descer abordados através das páginas desdobráveis. As crianças adoram as surpresas que se escodem nestas páginas desdobráveis. Chegará a menina à Lua?

Flor feita com chupa-chupa

Flores...flores
Cores...cores
Primavera e luz
tão distantes...

Quem me dera
poder fazer brotar
do chão gelado
Flores vivas

Com a mesma singeleza
Com que as de papel
inodoras e leves
me nascem doces
das mãos...