junho 05, 2010

Explorando flores, cores e água: actividade simples para desenvolver as competências de manipulação da Bebé

Depois de um dia pleno de explorações na Quinta da Avó B. onde a Bebé se misturou entre flores, terra, água, animais e até máquinas:

.....fizemos esta actividade simples que pela conjugação da água e das flores exploradas nos trouxe harmonia e tranquilidade para descansarmos após tão emocionante dia!

O ambiente onde as actividades ocorrem pode condicionar de forma decisiva o desenvolvimento das mesmas.
Assim hoje procurei que a Bebé pudesse desfrutar de um ambiente calmo, com uma luminosidade suave. Coloquei também uma música serena; até porque esta actividade antecedia a hora da sesta da Bebé.

 Então a actividade consistiu em transferir água e flores para uma taça de vidro usando para esse fim diferentes objectos.
É muito importante dar oportunidade à Bebé para explorar, manipular diferentes objectos de uso comum; não só para que desenvolva competências de manipulação mas também para desenvolver conceitos de volume, observar transformações, desenvolver o raciocínio lógico-dedutivo, contactar com diferentes texturas e materiais e aprender a ser responsável aquando do uso destes objectos.
Nesta fase parece-me importante a Bebé aprenda a reconhecer que precisamos ter cuidados ao manipular certos objectos por isso, sobre a minha vigilância, a Bebé vai explorando objectos de vidro, garfos e facas ainda que não afiadas.
As flores que usámos na actividade foram colhidas por mim e pela Bebé na Quinta onde as observámos, cheirámos e falámos sobre as suas cores e outras características como padrões e sensações tácteis.

Assim a actividade começou com a Bebé a verter água contida num frasco de vidro para uma taça também de vidro; primeiro a Bebé tentou verter a água pegando no frasco com as mãos  mas como o diâmetro do frasco era grande (para o tamanho das suas mãos) teve alguma dificuldade.

Então propus-lhe que usasse uma colher para transferir a água do frasco para a taça. 


A Bebé começou a contar as colheres de água que colocava na taça. 
Actualmente a Bebé conta fluentemente objectos até dez; aliás parece ser mais fascinada pelo conceito de número do que pelas letras, embora já reconheça algumas.No entanto o desenvolvimento de tais conceitos ainda não me parece prioritário.

 Em seguida a Bebé com o auxilio da colher colocou as flores na taça. 

 
....mais tarde usou também as mãos e acabou por transferir as ultimas flores virando o copo que as continha sobre a taça!

Depois, como é habitual em actividades semelhantes, quis mexer as flores na água com um garfo.

 
E seguida a Bebé quis dançar e dançámos. 
Pouco depois quis dormir e dorme agora tranquila como uma pequena flor num dia calmo.

junho 03, 2010

O ovo - Actividade simples para explorar a temática da eclosão do pintainho com a Bebé

 Não sei de onde advirá o fascínio da Bebé pelo conceito de ovo
Talvez em parte se deva a recorrente representação deste elemento em séries animadas e em livros ou talvez se deva ao facto de ser algo que está presente em contextos significativos diferentes como na cozinha e na quinta da Avó B. quando visitámos as galinhas (contexto particularmente significativo para a Bebé).

Um destes dias resolvi dar-lhe um ovo para explorar; quando lhe perguntei o que estaria dentro do ovo a Bebé disse: "Bebé  pequenino".
Quando o ovo se partiu pareceu ficar um pouco inquieta e desiludida pois apenas estava dentro do ovo uma bola amarela que logo se desfez.

Desta experiência a Bebé aparentemente apenas guardou a preciosa informação que repete muitas vezes: "O ovo parte, mamã!" 
E quando lhe perguntamos o que está dentro do ovo a resposta continua a ser "Bebé" !

Por coincidência no dia da criança o avô T. ofereceu-lhe um ovo de gesso que quando submergido na água durante algum tempo quebra-se "eclodindo" um pequeno pintainho.

Teria sido a experiência interessante mas o ovo não resistiu nas mãos da Bebé e, então apressadamente, construímos um ninho e uma galinha para cuidar daquele ovo semi-partido!

O ninho foi rápido de fazer; uma caixa de plástico, forrada com um saco de papel do pão, enchida com ráfia e a galinha fizemo-la a partir de um balão amarelo também oferecido pelo Avó T. no dia da Criança.

Então após um período de incubação muito curto; o ovo partiu e eclodiu um pintainho muito pequenino.
A sequência foi mais ou menos assim:

1. A Galinha Amarelinha a incubar o ovo semi-partido:
 2. A Bebé exclama "- ó, mamã, o ovo partiu!" e auxilia o pintainho a eclodir!

3. A Bebé afaga o pintainho pequenino:
 4. O pintainho pequenino volta para junto da sua mamã e dá-lhe muitos beijinhos!

Na verdade toda esta recriação para representar a eclosão do pintainho do ovo surgiu porque acredito ser importante conferir contexto físicos e experimentais que favoreçam a emergência de aprendizagens significativas.

...afinal o ovo e o pintainho têm uma origem e uma relação; embora ninguém saiba, ao certo qual deles surgiu primeiro! ;)

Joaninhas feitas a partir de uma embalagem de plástico

No seguimento da visita da simpática joaninha ao nosso jardim  (e porque esta voou logo depois para longe) aproveitámos uma embalagem de lâmpadas que o Papá havia trazido e descobrimos nesta duas joaninhas; uma grande e uma pequenina!



É  certo que estas joaninhas não são tão belas (nem tão simpáticas) como a joaninha do jardim mas estas voam apenas quando e para onde a Bebé as quer ver voar!

junho 02, 2010

Bebé, Bebé
Quem te ama 
que é?

Digo-te eu
Vezes e vezes
Sem conta...

E tu sorris-me
Leve, como a brisa
Livre como o ar
Que se inspira

Pego em ti
E voamos juntas
pelo céu de casa

E de tanta proximidade
Já nos nasceram asas

Já semeamos uma floresta
inteira num pequeno vaso
De sementes aladas

De Esperança

De quem sente
Que gentilmente
De tudo o Amor
Se alcança!

Exploração e colagem de elementos da Natureza usando cola de farinha

Esta actividade revelou mais uma vez e de forma inequívoca a supremacia do processo face ao produto.

No Domingo fomos passear e trouxemos pequenos tesouros naturais que encontrámos pelo chão.

Hoje observámo-los com atenção: alguns eram macios, outros picavam; outros faziam crac; outros tinham bolinhas (sementes) escondidas em vagens...
Para preservar estes tesouros naturais fizemos uma colagem com cola de farinha sobre um pedaço de cartão de uma caixa de cereais.

Na verdade, a preparação da cola foi uma etapa fundamental para a Bebé.
Nestas tenras idades a experimentação, a manipulação, a exploração sensorial são cruciais.

A Bebé após meses de prática, já prepara com grande desenvoltura a cola de farinha que é económica, simples de fazer, absolutamente não tóxica, com resultados de colagem excelentes e, o melhor de tudo; é feita por nós.

Assim para fazer a cola basta colocar farinha num recipiente com uma colher ou com um funil para tornar o processo mais interessante;

...depois junta-se água e agita-se a mistura muito bem. E já está pronta!

Assim, após a exploração sensorial e observação meticulosa dos elementos naturais procedemos à colagem dos mesmos.

 Para a Bebé o resultado final obtido parece ter sido muito menos significativo que o processo que o precedeu.

Nós adultos tendemos, muitas vezes a sobrevalorizar o resultado final e a  subvalorizar o processo embora,  muitas vezes, seja neste que reside o maior potencial de aprendizagem e descoberta.

maio 31, 2010

A Bebé observa e explora pequenos artrópodes no jardim

Estava uma manhã linda e solarenga e a Bebé como sempre quis ir para o seu pequeno jardim e enquanto estava ocupada a organizar as suas conchas e pedras apareceu uma joaninha (Coccinella septempunctata)!

Que sorte a nossa! Parece que as joaninhas estão associadas à boa sorte, pelo menos foi o que li aqui, no sítio do Pavilhão do Conhecimento que merece sem dúvida uma visita.
A Bebé ficou curiosa, quis tocar na joaninha.
Felizmente esta joaninha revelou-se muito dócil e sem pressa para voar...
Assim pudemos descobri-la.
Trouxemo-la uns breves momentos para casa e pusemo-la sobre as flores do quadro de Primavera que havíamos feito já algum tempo usando cereais e cola de farinha.

...mas a joaninha queria liberdade e flores de verdade pelo que a colocámos no nosso jardim.

A Bebé aprecia mesmo este contacto com os animais, com a terra, com a água,com a Natureza: é algo que parece tão natural e inato...
Aqui a Bebé estava a tentar agarrar um pequeno /e não muito belo :) mílipede e depois tentou alimentá-lo com  terra...

...Enfim, agora após uma manhã de observações científicas a Bebé dorme tranquila.  
Com o que estará ela a sonhar?

Obrigada Joaninha, por nos teres vindo visitar e por teres sido tão simpática e paciente durante as nossas observações pois é nestas oportunidades de contacto in loco com  animais e vegetais que se desencadeia o respeito pelas coisas vivas por mais pequenas e frágeis que sejam...
“If people feel they understand the world around them, or, probably, even if they have the conviction that they could understand it if they wanted to, then and only then are they also able to feel that they can make a difference through their decisions and activities.”
Frank Oppenheimer

maio 28, 2010

Uma medusa e um polvo feitos com materiais reutilizados

Há já algum tempo que tinha planeado fazermos um objecto que se movesse facilmente ao ser impulsionado pelo vento visto que a Bebé é fascinada pela acção do vento sobre os objectos. 
Então, um destes dias inspirei-me aqui para fazermos estes "animais marinhos voadores"; mas o que parecia simples, transformou-se numa actividade de exploração muito diversa e faseada.
 Nestes idades, o processo é sem dúvida muito, muito mais relevante que o resultado final.

Assim a Bebé começou por explorar as partes das garrafas que eu havia previamente cortado. Parece que queria voltar a reuni-las para formar as garrafas! Depois tentou colocar e tirar as tampas e contou-as. 
A Bebé ultimamente passa muito tempo a contar objectos! :)

Depois; (e este foi se dúvida o momento preferido da Bebé) explorou os diferentes materiais que usámos na construção dos animais marinhos. 




Nesta fase deixei a Bebé completamente livre para que descobrisse; explorasse por ela mesma as propriedades dos diferentes materiais.

... mais tarde foi a hora de pintar...

Considero muito importante que a Bebé diversifique os materiais sobre os quais se expressa. Pintar objectos tridimensionais é também uma experiência muito importante.

E depois de um grande e algo turbulento ensaio geral...

....a Sra. medusa e a Sra. Polvo já com os seus múltiplos tentáculos puderam, então, nadar esvoaçando ao vento!
...E como podem ver pareciam muito interessadas na paisagem que dali  avistavam! :)

maio 26, 2010

Para ti, Bebé...

Esta mensagem é para ti, Bebé.
Talvez daqui a uns anos a possas ler e rir ao recordares momentos do dia em que fizeste 20 meses de vida (de terna vida).

Então, acordaste cedo, como sempre e a primeira coisa que quiseste fazer foi ler; sim ler porque quiseste ser tu a contar-me as histórias e como é bom ouvir-te.

Depois quiseste passear os teus bebés no fantástico trenó feito a partir de uma caixa de cartão...

Como já deves ter reparado, estás muito crescida; por vezes já não usas fraldas; mas só por breves momentos (aqueles que ficam entre um xixi e o outro!)

És uma Bebé grande para a tua idade (sempre foste; excepto ao nascer) mas, Bebé; ainda não és tão grande assim que possas andar por aí com sapatos nossos!
 
 Depois, ao final da tarde, quiseste ir para uma das tuas paixões: as plantas; sim plantas; é o termo que usas para designar aqueles parcos e fragéis vegetais que heroicamente ainda resistem as tuas jardinagens!
E no final as tuas mãos tinham mais terra que os vasos; mas estavas tão feliz !
Guardarei para sempre o teu sorriso, o teu olhar, o teu envolvimento profundo quando revolves a terra, quando derramas água pelos vasos, pelo chão; quando procuras as conchas e as pedras e as vês desaparecer na água e na terra e quando, como hoje, resolveste transformar uma concha num chapéu e com as mãos cheias de terra insististe em colocar esse Chapéu marinho sobre as nossas cabeças!


Obrigada, L. por estes maravilhosos 20 meses de vida perto (tão perto) de ti...

Adoro-te.