junho 23, 2010
Colagem de objectos azuis sobre película autocolante
A Bebé já classifica os objectos segundo a cor mas ainda não identifica verbalmente as cores dos objectos embora mostre um crescente interesse em fazê-lo nestes últimos dias.
Assim após realizarmos uma busca por pequenos objectos azuis (azuis porque azul é a cor preferida da Bebé) colacámo-los sobre uma película de papel autocolante que fixei num vidro de uma janela.
A Bebé identificou e explorou os diferentes objectos colados que devido às diferentes texturas e formas colocaram diferentes graus de dificuldade para se fixarem na película.
A Bebé quis brincar com alguns desses objectos nomeadamente com a bola e o balão sendo que este ultimo foi um pouco difícil convencer a Bebé a colocá-lo na película!
O resultado final foi interessantemente azul embora não tivesse durado muito tempo pois a Bebé quis reverter o processo descolando os diferentes objectos da película!
Esta actividade simples envolve importantes explorações além da temática das cores permitindo também explorar e enriquecer vocabulário, desenvolver a motricidade fina e competências espaciais e lógicas.
junho 21, 2010
Pintando formas geométricas simples
A Bebé ultimamente procura quadrados, triângulos e círculos por todo o lado.
Tal interesse da Bebé pelas formas faz-me também encontrar formas onde dantes nem as via apesar de estarem sempre ali.
Assim passamos a vida a olhar para o chão da rua descobrindo círculos nas tampas de saneamento; rectângulos no pavimento do parque; quadrados no chão do centro comercial, etc...
Ás vezes penso no que pensarão as pessoas ao verem-nos tão interessadas no chão; mas enfim...
Então, seguindo o interesse da Bebé pelas formas, um destes dias a Bebé e prima L. colaram formas de papel autocolante sobre folhas de cartolina e pintaram.
Depois da tinta secar retiraram o papel autocolante e "descobriram" novas formas.É uma técnica muito simples mas com resultados interessantes.
E embora a Bebé não tenha parecido ficar muito entusiasmada com o resultado final; eu adorei a simplicidade das formas obtidas e gostei particularmente do contraste suave e claro entre o círculo branco"imperfeito" e o fundo azul celeste...
Encontro com os patos do rio
Há uma empatia naturalizada entre a Bebé e os animais.
Exemplo desse relação empática foi o encontro da Bebé com os patos do rio hoje, ao final da tarde.
A Bebé por ela mesma entraria rio a dentro para chegar mais perto destes animais; embora hoje tal nem fosse preciso pois os pequenos patos juvenis, aventureiros e destemidos vieram comer das mãos da Bebé.
A Bebé ria entusiasmada com tal proximidade inesperada.E até insistiu em partilhar com os patos uma pequena boneca mas lá compreendeu que o que eles queriam mesmo era comida...
Estas experiências; estes pequenos momentos, fica guardados fortemente na mente da Bebé.
Exemplo disso foi o modo empolgado como a Bebé contou ao pai o que se tinha passado no rio: "Papá, os patos;água, pão!"
E eu tal como a mamã pata que vimos hoje fico ao longe (mas perto) a observar como a cada dia que passa a minha bebé é cada vez menos bebé (e minha) e cada vez mais menina de si e do mundo...
junho 15, 2010
massa de farinha colorida com vegetais e especiarias
Hoje como a companhia da prima L. fizemos massas para moldar, totalmente não tóxicas, muito coloridas e com agradáveis odores.
Usámos farinha, água, óleo e colorimos a massa obtida com água resultante da cozedura de espinafres e beterraba e com especiarias (canela, nós moscada e pimentão vermelho).
Foi uma experiência muito rica em termos sensoriais: diferentes texturas, cheiros, cores, temperaturas, consistências...
Assim começámos por explorar os vegetais, lavando-os, cheirando-os,observando as suas cores.
Aproveitámos a beterraba e a água resultante da cozedura da beterraba para pintar.
Depois preparámos as diferentes massas, usando as diferentes substâncias para obter massas de diferentes cores.
A Bebé adicionou também bolinhas coloridas à massa de beterraba o que lhe deu uma textura e cor muito interessantes.
Depois foi hora de explorar as massas, de sentir e de imaginar!
A prima L. transformou as massas coloridas em deliciosos crepes, em polvos de múltiplos tentáculos e até conseguiu descobrir nas massas galáxias coloridas cheias de estrelas e sistemas planetários!... :)
junho 13, 2010
Aproveitar o momento: pintura com creme de chocolate
O que fazer quando por breves segundos sozinha uma Bebé resolve explorar um frasco de creme de chocolate?
Carpe diem, aproveitar/intencionalizar o momento... Claro! :)
Porque saborear, sentir, observar, explorar, experimentar...e até sujar...podem ser verbos de aprendizagem.
Então, como as folhas de papel andam sempre por perto resolvemos deixar as marcas das mãos de chocolate numa pintura saborosa.
(pintura inspirada na Pedagogia do afecto, do momento, do imprevisível :)
Adoro-te minha doce Bebé e contigo, diariamente aprendo que o momento que se vive agora é o mais importante de todos os momentos da vida...
junho 11, 2010
Pedagogia do Afecto
Este texto que li aqui foca importantes questões a ter em conta na educação das crianças, colocando o respeito pela criança, pela sua pessoalidade e pelos seus interesses no centro da sua educação.
Beatriz Penteado
“Uma maneira de educar as crianças é através do que chamarei de pedagogia do amor e do amor incondicional. Aquele que não espera que o outro mude para começar a amá-lo. Aquele que não diz que a criança deveria ser diferente, mas que valoriza todos os seus sentimentos comportamentos, iniciativas.
Aquele amor que não tem a intenção de ter nenhum tipo de controle sobre a criança, que não quer manipular suas reacções e comportamentos e moldá-los de acordo comum padrão, ou de acordo com um objectivo que não foi traçado por ela.
Aquele amor que permite que ela simplesmente seja ela mesma, que "deixa o rio correr", sem apressá-lo, que acompanha o fluir livre e leve da criança.
Que jamais diz que ela não deveria sentir raiva de alguém, mas que procura compreender seus sentimentos e ensiná-la que quando não se luta contra os mesmos, eles passam por nós bem mais depressa. Deixar o rio correr... sempre...
Ensiná-la a reconhecer que todo comportamento tem uma intenção positiva. Se ela aprender a reconhecer isto em si mesma, terá muito mais facilidade em reconhecê-lo nos outros. Se ela aprender a ser compreensiva e paciente consigo mesma, também o será com as demais pessoas.
Se ela está sentindo inveja de alguém, ajudá-la a reconhecer que provavelmente ela tem dentro de si
uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que
ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela,
talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor e
assim por diante. (…)
uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que
ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela,
talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor e
assim por diante. (…)Ajudá-la a confiar em seus sentimentos, sensações, intuições, em seu julgamento interno, em sua voz interior, na "voz do seu coração"; ao invés de ficar lhe dizendo o que deveria fazer, perguntar-lhe "o que você acha disso?" "o que você sente em relação a isso?"
Ajudá-la a formar seus próprios valores incentivando a reflexão, fazendo-lhe perguntas que a ajudem, a confiar na sua sabedoria interna.
Esta é a maior herança que os pais podem deixar aos filhos, já que pais não são eternos.”
junho 09, 2010
Pintar numa folha natural
Sempre que é possível a Bebé vai explorar um pouco da Natureza que nos rodeia e neste passeio a Bebé descobriu árvores "enomes" e teve uma longa conversa com uma tartaruga gigante!
Como sempre, ávidas coleccionadoras de folhas caídas, sementes, pedras e outros tesouros semelhantes trouxemos para casa uma folha seca que julgo ter pertencido a um grande bambu.
A Bebé andou pela mata a fora a correr com a folha; uma espécie de asa e a mim pareceu-me que a folha com a sua textura irregular, listada daria um óptimo material para pintar.
Como estes últimos dias têm sido tristemente cinzentos e temos saído pouco resolvi propor à Bebé que pintasse no exterior.
Assim colei a folha no vidro e a Bebé pode pintá-la e observá-la à luz natural.
Além disso a Bebé experimentou pintar em plano vertical.
Ao tentarmos pintar a a margem inferior da folha verificámos que a tinta (à base de água) não aderia à folha formando pequenas gotículas.
(Pobre Bebé; não sabes o que te espera com uma mãe apaixonada pela Biologia! Só espero que faças tantas perguntas (ou mais)sobre a Natureza e o mundo como eu fazia avó e à Candi! :)
Que oportunidade fantástica para nos interrogarmos por que tal acontecia!Não fosse a Bebé ter 20 meses de vida e já estaríamos nós a falar de cutículas serosas, estomas e estruturas afins!
(Pobre Bebé; não sabes o que te espera com uma mãe apaixonada pela Biologia! Só espero que faças tantas perguntas (ou mais)sobre a Natureza e o mundo como eu fazia avó e à Candi! :)
A Bebé apreciou a experiência no entanto, como era previsível, quis pintar o vidro da janela a seguir! E eu disse que "não; outro dia pintávamos mais" mas a Bebé fugiu para a sua casa, aborrecida... !
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Publicada por
Angela
junho 05, 2010
Explorando flores, cores e água: actividade simples para desenvolver as competências de manipulação da Bebé
Depois de um dia pleno de explorações na Quinta da Avó B. onde a Bebé se misturou entre flores, terra, água, animais e até máquinas:
.....fizemos esta actividade simples que pela conjugação da água e das flores exploradas nos trouxe harmonia e tranquilidade para descansarmos após tão emocionante dia!
O ambiente onde as actividades ocorrem pode condicionar de forma decisiva o desenvolvimento das mesmas.
Assim hoje procurei que a Bebé pudesse desfrutar de um ambiente calmo, com uma luminosidade suave. Coloquei também uma música serena; até porque esta actividade antecedia a hora da sesta da Bebé.
É muito importante dar oportunidade à Bebé para explorar, manipular diferentes objectos de uso comum; não só para que desenvolva competências de manipulação mas também para desenvolver conceitos de volume, observar transformações, desenvolver o raciocínio lógico-dedutivo, contactar com diferentes texturas e materiais e aprender a ser responsável aquando do uso destes objectos.
Nesta fase parece-me importante a Bebé aprenda a reconhecer que precisamos ter cuidados ao manipular certos objectos por isso, sobre a minha vigilância, a Bebé vai explorando objectos de vidro, garfos e facas ainda que não afiadas.
As flores que usámos na actividade foram colhidas por mim e pela Bebé na Quinta onde as observámos, cheirámos e falámos sobre as suas cores e outras características como padrões e sensações tácteis.
Assim a actividade começou com a Bebé a verter água contida num frasco de vidro para uma taça também de vidro; primeiro a Bebé tentou verter a água pegando no frasco com as mãos mas como o diâmetro do frasco era grande (para o tamanho das suas mãos) teve alguma dificuldade.
Então propus-lhe que usasse uma colher para transferir a água do frasco para a taça.
Então propus-lhe que usasse uma colher para transferir a água do frasco para a taça.
A Bebé começou a contar as colheres de água que colocava na taça.
Actualmente a Bebé conta fluentemente objectos até dez; aliás parece ser mais fascinada pelo conceito de número do que pelas letras, embora já reconheça algumas.No entanto o desenvolvimento de tais conceitos ainda não me parece prioritário.
Em seguida a Bebé com o auxilio da colher colocou as flores na taça.
Depois, como é habitual em actividades semelhantes, quis mexer as flores na água com um garfo.
E seguida a Bebé quis dançar e dançámos.
Pouco depois quis dormir e dorme agora tranquila como uma pequena flor num dia calmo.
junho 03, 2010
O ovo - Actividade simples para explorar a temática da eclosão do pintainho com a Bebé
Não sei de onde advirá o fascínio da Bebé pelo conceito de ovo.
Talvez em parte se deva a recorrente representação deste elemento em séries animadas e em livros ou talvez se deva ao facto de ser algo que está presente em contextos significativos diferentes como na cozinha e na quinta da Avó B. quando visitámos as galinhas (contexto particularmente significativo para a Bebé).
Um destes dias resolvi dar-lhe um ovo para explorar; quando lhe perguntei o que estaria dentro do ovo a Bebé disse: "Bebé pequenino".
Quando o ovo se partiu pareceu ficar um pouco inquieta e desiludida pois apenas estava dentro do ovo uma bola amarela que logo se desfez.
Desta experiência a Bebé aparentemente apenas guardou a preciosa informação que repete muitas vezes: "O ovo parte, mamã!"
E quando lhe perguntamos o que está dentro do ovo a resposta continua a ser "Bebé" !Por coincidência no dia da criança o avô T. ofereceu-lhe um ovo de gesso que quando submergido na água durante algum tempo quebra-se "eclodindo" um pequeno pintainho.
Teria sido a experiência interessante mas o ovo não resistiu nas mãos da Bebé e, então apressadamente, construímos um ninho e uma galinha para cuidar daquele ovo semi-partido!
O ninho foi rápido de fazer; uma caixa de plástico, forrada com um saco de papel do pão, enchida com ráfia e a galinha fizemo-la a partir de um balão amarelo também oferecido pelo Avó T. no dia da Criança.
Então após um período de incubação muito curto; o ovo partiu e eclodiu um pintainho muito pequenino.
A sequência foi mais ou menos assim:
1. A Galinha Amarelinha a incubar o ovo semi-partido:
2. A Bebé exclama "- ó, mamã, o ovo partiu!" e auxilia o pintainho a eclodir!
3. A Bebé afaga o pintainho pequenino:
4. O pintainho pequenino volta para junto da sua mamã e dá-lhe muitos beijinhos!
Na verdade toda esta recriação para representar a eclosão do pintainho do ovo surgiu porque acredito ser importante conferir contexto físicos e experimentais que favoreçam a emergência de aprendizagens significativas.
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