dezembro 17, 2010

Árvore de Natal para guardar bolinhos feita a partir de um saco de papel

Reutilizámos um pequeno saco de papel para fazermos uma embalagem para guardar os bolinhos que a L. fez em casa da avó V. .

Primeiro cortámos o perfil de uma árvore no saco e depois a L. decorou o saco com pequenos círculos e fitas.

Colocámos no interior da base do saco os bolinhos.

A L. ofereceu está árvore de Natal à avó N. que fez anos.

dezembro 15, 2010

A Natureza fonte de inspiração, descoberta e aprendizagem

A Natureza é um contexto multiplicador de aprendizagens proporcionando à criança a possibilidade de observar, experimentar, sentir, reflectir, fruir numa acção directa entre si e mundo.

A L. sabe aproveitar estes momentos na Natureza e vive-os com intensidade e plenitude.
Vivemos num país lindo com um clima fantástico que nos possibilitou um passeio claro, quente, luminoso em meados do mês de Dezembro.

Primeiro que tudo a L. quis correr, dançar, rodopiar no vento e na areia.
Desafiei-a depois a pegar num ramo  e desenhar sobre a areia endurecida pela chuva; desenhei um círculo e ela desenhou o dela mais pequeno ao lado do meu usando as próprias mãos.
Depois colhemos pequenos caules secos de herbáceas e colocámo-los em fila na areia; pareciam pequenas árvores cujas sombras se alongavam na areia; escrevi os algarismos e contamo-las.
Depois a L.quis explorar as plantas vivas e... constatou in loco que algumas plantas picam;
...e que outras são suaves e voam com sementes aladas no vento de um sôpro...
Tal como qualquer cientista a L. quis testar as leis da física; atirando rochas ao riacho:

...e atirando rochas a uma poça de água alanrajada pelos minerais da argila.
Depois de sujar os pés na lama quis sujar as mãos para investigar umas rochas no chão; eram redondas algumas, pesadas, de cores diferentes; algumas tinham insectos debaixo delas; outras estavam cobertas de líquenes...outras pareciam grandes ovos (...talvez de avestruz?!...)

Depois foi hora de reflectir, ouvindo o estalar das folhas castanhas, ressequidas no chão sob as raízes dos grandes choupos...

E no silêncio da observação encontrámos "x" enormes que a L. quis atravessar...
Por fim, já cansada  (talvez) quis sentar-se e começou a cantar fragmentos de canções enleadas debaixo de uma verdejante acácia...

E neste dia quando por fim, já noite, o sono chegou, pediu-me para dançarmos junto à janela da sala de onde se avistava a Lua; a Lua que tanto a Bebé quer dar mimos; vai-se lá saber porquê.

E eu, no meu coração de mãe, fico feliz por vê-la tão feliz e plena, livre e forte na rua e ao mesmo tempo tão sensível capaz de admirar e de se preocupar com a lua...
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dezembro 11, 2010

Vivências de Natal em casa da avó V.

Uns dias em casa da avó V. e tanta diversão!
Acordar de manhã e saltar como um canguru (saltaru) em cima de uma colcha de malha tricotada pela trisavó da Bebé!
A L. divertiu-se também a procurar e identificar diferentes cores nesta colcha de família.


Fazer (desfazer) o presépio foi também um grande momento de exploração. O contacto com as diferentes texturas (líquenes, madeiras, pedras); a manipulação dos diferentes objectos; proporcionaram à Bebé importantes explorações.
A L. deu vida e voz às personagens do presépio. Inventou verdadeiras histórias; movimentou as personagens no cenário relvado. Foi muito divertido!

É tão bom quando as pessoas percebem a importância de dar este espaço de liberdade para a criança brincar, imaginar...
A avó V. deu igualmente espaço de liberdade, de tempo e de oportunidade para a L. colocar ela mesma os enfeites na árvore; mesmo que estes não fizessem parte da decoração prevista para a árvore...

A L. teve igualmente oportunidade de fazer bolinhos com a avó e a bisavó C. e mais uma vez deram-lhe espaço e tempo para tocar, sentir, explorar, experimentar; numa palavra deixaram-na PRATICIPAR.




Poderíamos nós ter melhor família? Aquela que reconhece e aceita o outro na sua diferença, respeitando a sua própria pessoalidade mesmo que tenha ainda apenas 26 meses de vida!
Obrigada, Avós, por serem tão maravilhosas (e preciosas).

Jogando e Imaginando à luz de uma lareira...

 Numa noite em que o sono tardou, estendemos uma manta junto à lareira e sentámo-nos juntas a brincar...

Lemos muitos livros entre estes o livro " Viva o peixinho", um livro fantástico que recomendo vivamente, cujo potencial educativo é quase ilimitado.
A L. quis fazer o puzzle que "reciclei" (pintei a parte detrás de um puzzle antigo) baseando-me nas ilustrações fantásticas deste livro.

Em seguida L. quis fazer o jogo da árvore de Natal.
Na verdade este jogo é um objecto que encontrámos na casa da avó V. em Agosto escondido num armário. Penso que faria parte das decorações natalícias mas a L. utiliza-o deste então como jogo e na verdade a montagem desta árvore é um excelente exercício de motricidade fina, raciocínio e visualização espacial.
Depois como estavamos perto da lareira explorámos troncos e pinhas.
Explorámos as suas propriedades (texturas, sons, peso, forma, tamanho) e outras particularidades como os anéis concêntricos de crescimento.

Usámos giz para  pintar um tronco. Seguimos as marcas concêntricas do tronco; tentámos desenhar sobre as diferentes texturas do tronco (zonas lisas, zonas rugosas...)
A L. surpreendeu-me quando pegou num tronco delgado e disse: "- Parece o tinca-espinhas!" (peixe que aparece ilustrado no livro "Viva o peixinho" que anteriormente tinhamos lido).
As crianças são observadoras excelentes, de facto.

Depois a L. incorporou os troncos e pinhas nos seus jogos dramáticos com os pequenos bonecos e demorou-se nesta actividade.

Construiu uma casa na floresta, com escorregas e uma torre muito alta a que chamou "torre do mundo".
Não imagino de onde lhe surgiu a inspiração para tal nome. Na verdade a L. tem uma imaginação muito fértil; ela envolve-se totalmente num mundo de fantasia, narrando contos e diálogos entre os bonecos e os cenários que cria.

E a noite que já ia longa terminou com a L.a ouvir o mar dentro de um búzio grande frente à luz do lume que já findava...e perguntou:

"-  mamã o mar tá aqui dentro?"

 - Poderá concha tão pequena conter um mar tão grande? Poderá ser tão pequeno conter alma tão grande?

 (Amo-te, muito minha pequena alma grande). 

dezembro 01, 2010

Passeios de Outono no parque: incentivar o jogo simbólico da Bebé

Há algumas semanas começámos a construir o nosso parque de Outono usando as folhas, paus, frutos que apanhámos nos nossos passeios de Outono.

Construímos as nossas árvores usando rolos de papel de cozinha que pintámos e onde colámos pedaços de folhas naturais que cortámos e rasgámos.

Também usámos pequenas esferas de papel para fazer as folhas noutra árvore.
O chão do parque foi feito com um pedaço de cartão grosso que pintámos e onde colámos outros elementos da Natureza.
Este parque tem sido cenário para grandes passeios e conversas para os bonecos da L.

Na verdade, ela cria e narra verdadeiras acções.

De tal forma que ás vezes os pequenos bonecos têm de se abrigar dos fortes ventos outonais (a L. usa uma grande folha de plátano como leque para fazer vento):
...e por vezes até têm de fugir de uma grande chuvada! :)

...mas, em geral, os bonecos podem desfrutar de calmos passeios de Outono neste parque, onde podem apreciar e conversar sobre as transformações da Natureza!

novembro 23, 2010

Jogo simples para o reconhecimento de formas

Para fazer este jogo basta moldar diferentes formas com arame revestido e recortar diferentes formas e papel ou noutro material.
Neste caso usei cartão onde colei tecidos com diferentes texturas e padrões.
Também puderemos usar objectos reais para colocar no interior das formas moldadas.
É muito simples de construir e a Bebé aprecia muito este jogo.