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abril 22, 2011

Pedagogia do Con(sentimento)



A aprendizagem de qualidade exige o consentimen­to do aluno.


Os professores não podem mandar na aprendizagem.

O ensino dá aos alunos oportunidades de escolherem como (e se) se irão dedicar à aprendizagem e como irão construir a sua própria compreensão através dessas experiências.



Loughran, John (2009). A Construção do Conhecimento e o aprender a ensinar
 sobre o ensino, Aprendizagem e desenvolvimento profissional
 de Professores: Contextos e perspectivas. Mangualde: Pedago (pp.17-37)
 

(retirado de )

março 29, 2011

Afectividade e Relação Pedagógica

A discussão sobre o papel da afectividade na educação vem de tão longe como a própria discussão das relações entre pensamento e sentimento, razão e emoção, mente e coração. Segundo Dewey (2004 [1916]), os grandes problemas da educação provinham da ausência de uma ideia de continuidade entre a razão e o corpo, a pessoa e a sociedade, a pessoa e a natureza; e Montessori (1969) considera que o grande problema da educação tradicional está no fosso que ela manteve entre a criança e o adulto, este pretendendo a todo o custo sujeitar aquela.

Em geral, todo o pensamento pedagógico reformador do Século XX, independentemente das diferenças conceptuais e processuais de cada corrente, propunha a ligação e a interdependência funcional entre as capacidades intelectuais, emocionais, sociais e manuais, em nome do desenvolvimento integral e da autonomia da criança.

A investigação vem mostrando que é pela afectividade que o indivíduo tem acesso aos sistemas simbólico‑culturais “originando a actividade cognitiva e possibilitando o seu avanço, pois são os desejos, intenções e motivos que vão mobilizar a criança na selecção de actividades e objectos” (Leite & Tagliaferro, 2005, p. 50).

Processos cognitivos e afectivos interrelacionam‑se e influenciam‑se mutuamente.
 Essa linha de investigação está fortemente apoiada nos trabalhos de Wallon (1968) e de Vygotsky (1998). Uma das ideias centrais do pensamento de Vygotsky, contida no conceito de zona de desenvolvimento proximal, é a de que relações concretas entre pessoas estão associadas ao desenvolvimento das funções superiores, tornando‑se assim fundamentais as atitudes de ajuda e apoio exercidas pelo professor.

Também as recentes investigações no campo das neurociências vêm demonstrando que sentimentos e consciência não são estranhos e separados; sentimentos e emoções têm um forte impacto na mente, podendo dizer‑se que constituem as raízes da consciência (Damásio, 2000). Estudos deste domínio sugerem, ainda, que “o cérebro humano precisa de um certo desafio para activar emoções e aprendizagem”, e que “um ambiente físico seguro é particularmente importante na redução de níveis exagerados de stress”, nocivos ao bem‑estar e à aprendizagem (Muijs & Reynolds, 2005, p. 25).
Parece, pois, haver uma forte relação entre as aprendizagens dos alunos e: · a qualidade das relações educador‑criança, nomeadamente a segurança e o conforto emocional, em fases precoces da escolaridade (Pianta et al., 1995, p. 296); · o apoio social (tradução de social support¹) que obtêm por parte dos educadores (Hughes et al., 1997); · o ethos de escola onde se cultive a proximidade nas relações humanas, em articulação com a autoridade dos adultos (Freire, 2001).

Estas conclusões vieram reforçar a ideia já defendida pelos pedagogos da Escola Nova, de um indispensável investimento nas condições do ensino, incluindo condições afectivas favoráveis, para que se verifique a aprendizagem de conteúdos a par de uma educação integral do aluno, contemplando conhecimentos, emoções, valores e atitudes. Essas aprendizagens tornam‑se facilitadas “quando o indivíduo trabalha com prazer e quando os seus esforços são coroados de êxito. Isto significa que o êxito escolar depende tanto dos aspectos intelectuais como dos afectivos” (Neves & Carvalho, 2006, p. 202).

Dito de outro modo, se as aprendizagens escolares dependem de um conjunto de exigências de ordem técnica, assentes num “saber fazer” que o avanço nos conhecimentos e novas tecnologias garante e exige, não podem deixar de assentar, por outro lado, num conjunto de características afectivas identificáveis que faça com que os conteúdos toquem a pessoa do aluno e activem “os mecanismos cognitivos para trabalhar a informação e para que a aprendizagem significativa se efectue”

(Gonçalves & Alarcão, 2004, p. 6). (...) João Amado , Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra ; Isabel Freire , Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa , Elsa Carvalho , Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Cadaval , Maria João André , Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Pataias

(retirado de)

dezembro 29, 2009

Relação entre o Afecto e a Aprendizagem

Algumas notas retiradas do livro: The Minds of Boys: Saving our Sons of falling behind in school and in life,Michael Gurian. O texto original está disponível em: http://tiredneedsleep.blogspot.com/2009/11/relationship-between-love-and-learning.html

The relationship between love and Learning

Apparently affection, playing * well *, and love affect brain development, Especially in areas of the brain that involve learning.
"Children with secure attachments are more likely to make learning gains for a biological reason: biological mechanisms in the brain that the brain learns require secure attachment in order to grow fully. " (p. 71)
Addiction is defined as the "continuous process of loving care that nurtures the [parent-child] Bond a lifetime."

Playlists Gurian 10 ways to promote the connection between us and our children.


1. Explosions Care - 5 long bursts, a few minutes of undivided attention each day (along with smaller bursts, too).
2. Lots of affirmation Achievements - Warning and efforts to give praise and hugs
3. Verbal Mirroring - Use words to describe what your child is doing, pay attention to your baby, then back to repeat what he says - "You're right, that's a great car."
4. Physical Play - Playtime is organic learning time for the body and brain
5. Leadership - Let your kid take the lead in activities, often imitate him, follow the leader and take turns being the leader.
6. Enthusiasm - The feeling of joy is often directed through the temporal lobe of the brain, the development assistance with more enthusiasm for learning. Find things to do together that will inspire your child's enthusiasm and joy.
7. Predictability - Provide consistent and predictable structure and clear limits. This promotes secure attachment.
8. Self-management - Gurian says here, "the behavior management strategies that are based on development stage of your child instead of a later or earlier. Expect your child from three to 'use their words" when you are angry is almost always be developmentally inappropriate. He may just need to throw a tantrum (in a safe place), beating the floor with his fists until it releases its energy. "
9. Choice Making - Not so little for it as you can, making sure he does, both for himself and he can help you make choices acceptable. Making the right choices builds the frontal lobe of the brain.
10. Children Discipline - In scary yelling at him (at a young age ... at a later age, may be called for, occasionally), or any other inappropriate discipline.




The brain needs the complex interaction of all 5 senses in order to increase their tissue entirely. Because of this, the screen time, especially in early childhood may be harmful to brain development, even if the child is watching "educational" shows. (p. 112)




"for each hour of television watched every day, the incidence of ADD and ADHD by 10 percent. "- From the research in 2004 by a brain researcher at Seattle Children's Hospital - Dr. Dimitri Christakis. (P. 112)




Music and music lessons help "wake up brain"And having a time before music lessons can help with learning. (P. 273)



A autora deste texto tem uma frase fantástica no se blogue:

"The mother` s heart is the child `s School-room."
Henry Ward Beecher


novembro 29, 2009

O que queremos para os nossos filhos: criar boas escolas juntos


Enviaram-me o link para um vídeo fantástico que nos leva a reflectir simultaneamente nos nossos papéis enquanto pais e professores.O vídeo encontra-se no blogue de José Matias Alves; um blogue igualmente fantástico.
Não percam! vejam o vídeo em:
http://terrear.blogspot.com/2009/11/fantastica-mensagem-que-devia-ser.html

novembro 27, 2009

Resumo dos Princípios gerais da NAYEC

A NAEYC http://www.naeyc.org/; (National Association for the Education of Young Children) apresenta um conjunto de princípios acerca do desenvolvimento e da aprendizagem que são considerados como basilares na fundamentação e orientação de uma prática educativa desenvolvimentalmente adequada para crianças pequenas.
Resolvi partilhá-los porque considero-os bastante pertinentes e porque, à falta de um documento orientador para a Creche no nosso país; é preciso procurar fundamentação em documentos alternativos.
De facto esta lacuna, este vazio de documentação para a Creche no nosso país revela por parte do Governo a pouca importância que é dada à educação de crianças com menos de 3 anos. Mas a educação da criança ocorre desde que nasce e não começa apenas aos 3 anos. Espero que à semelhança do que vem sendo feito noutros paises; Portugal, comece a valorizar a dimensão educativa das crianças com menos de 3 anos; afinal durante essa fase as crianças atravessam um período de desenvolvimento fundamental quer em termos cerebrais, quer físicos, quer afectivos e relacionais que serão as bases do seu desenvolvimento futuro.

Assim, a NAYEC, propõe os seguintes príncipios:

Os DIFERENTES DOMÍNIOS DO DESENVOLVIMENTO físico, emocional, cognitivo, ESTÃO ESTREITAMENTE RELACIONADOS e essa INTER-RELAÇÃO DEVE SER COMPREENDIDA E ACTIVAMENTE EXPLORADA pelos educadores na organização das suas experiências de aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento óptimo da criança em todas as áreas e a possibilidade de ela ESTABELECER CONEXÕES SIGNIFICATIVAS entre vários domínios.

Existe VARIABILIDADE DESENVOLVIMENTAL NAS CRIANÇAS; a sua idade é apenas um indicador da sua maturidade desenvolvimental; o carácter único do padrão de desenvolvimento de cada criança deve ser reconhecido pelo educador e deve basear-se nele para tomar as suas decisões curriculares, tendo em conta a INDIVIDUALIZAÇÃO DAS INTERACÇÕES COM O ADULTO (conceito de adequação desenvolvimental individual).

A criança contribui de forma decisiva para o seu desenvolvimento e aprendizagem, à medida que se esforça para da SIGNIFICADO ÀS EXPERIÊNCIAS DIÁRIAS, NOS DIVERSOS CONTEXTOS ONDE ESTA INSERIDA.

As CRIANÇAS SÃO APRENDIZES ACTIVOS, construindo a sua própria compreensão da realidade com base nas experiências directas físicas e sociais.

O desenvolvimento ocorre de forma previsível com vista a uma COMPLEXIDADE, ORGANIZAÇÃO E INTERNALIZAÇÃO CRESCENTE. A aprendizagem na infância progride do CONHECIMENTO COMPORTAMENTAL PARA O SIMBÓLICO OU REPRESENTACIONAL. Tal implica que as práticas educativas forneçam oportunidades para a criança DESENVOLVER E APROFUNDAR O SEU CONHECIMENTO COMPORTAMENTAL E PROGRESSIVAMENTE ADQUIRIR CONHECIMENTO SIMBÓLICO ATRAVÉS DE OPORTUNIDADES VARIADAS PARA REPRESENTAR AS SUAS EXPERIÊNCIAS.

As experiências precoces têm um efeito cumulativo podendo se repetidas, ter EFEITOS PODEROSOS E DURÁVEIS NO DESENVOLVIMENTO posterior. Existem períodos óptimos para o desenvolvimento.

O desenvolvimento das crianças acontece melhor no CONTEXTO DE UMA COMUNIDADE QUE LHES OFEREÇA SEGURANÇA, AS VALORIZEM, ONDE AS SUAS NECESSIDADES FÍSICAS E PSÍQUICAS ESTÃO ASSEGURADAS.


As crianças REVELAM DIFERENTES MODOS DE CONHECER E DE APRENDER, DEFERENTES MODOS REPRESENTAR O QUE SABEM E CONHECEM.

O JOGO É UM VEÍCULO IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL, EMOCIONAL E COGNITIVO DA CRIANÇA, BEM COMO UM REFLEXO DO SEU DESENVOLVIMENTO


O DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM OCORREM E SÃO INFLUENCIADOS PELOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS SOCIAIS E CULTURAIS E PELAS INTERACÇÕES ENTRE ESTES. O educador deve conhecer os diferentes contextos das crianças garantido uma educação com cariz inclusivo e multicultural.

O desenvolvimento ocorre numa sequência relativamente ordenada em que a CONSTRUÇÃO DE COMPETÊNCIAS E CAPACIDADES E O CONHECIMENTO POSTERIOR SE CONSTROEM COM BASE NAS APRENDIZAGENS JÁ REALIZADAS. Os educadores devem considerar o conhecimento relativo ao desenvolvimento como base para preparar ambiente educativo e planificarem OBJECTIVOS REALÍSTICOS E EXPERIÊNCIAS ADEQUADAS.