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junho 09, 2010

Pintar numa folha natural

Sempre que é possível a Bebé vai explorar um pouco da Natureza que nos rodeia e neste passeio a Bebé descobriu árvores "enomes" e teve uma longa conversa com uma tartaruga gigante!


Como sempre, ávidas coleccionadoras de folhas caídas, sementes, pedras e outros tesouros semelhantes trouxemos para casa uma folha seca que julgo ter pertencido a um grande bambu.

A Bebé andou pela mata a fora a correr com a folha; uma espécie de asa e a mim pareceu-me que a folha com a sua textura irregular, listada daria um óptimo material para pintar.

Como estes últimos dias têm sido tristemente cinzentos e temos saído pouco resolvi propor à Bebé que pintasse no exterior. 
Assim colei a folha no vidro e a Bebé pode pintá-la e observá-la à luz natural.
Além disso a Bebé experimentou pintar em plano vertical.
Ao tentarmos pintar a a margem inferior da folha verificámos que a tinta (à base de água) não aderia à folha formando pequenas gotículas.
Que oportunidade fantástica para  nos interrogarmos por que tal acontecia!  
Não fosse a Bebé ter 20 meses de vida e já estaríamos nós a falar de cutículas serosas, estomas e estruturas afins!
(Pobre Bebé; não sabes o que te espera com uma mãe apaixonada pela Biologia! Só espero que faças tantas perguntas  (ou mais)sobre a Natureza e o mundo como eu fazia avó e à Candi! :)
A Bebé apreciou a experiência no entanto, como era previsível, quis pintar o vidro da janela a seguir! E eu disse que "não; outro dia pintávamos mais" mas a Bebé fugiu para a sua casa, aborrecida... !

maio 18, 2010

Uma Jarra feita a partir de um frasco de vidro decorado pela Bebé

Há muito tempo que queria ter feito esta actividade com a Bebé porque ambas adoramos plantas e pintar.

Por outro lado ter flores naturais em casa é sempre como ter um pouco de vida e cor perto de nós!

Assim apanhámos algumas flores silvestres na beira de um caminho para pôr na nossa jarra.


Pôr flores numa jarra é um excelente exercício de coordenação óculo-manual para a Bebé além de ser também uma forma de educação estética.


Ser capaz de apreciar e valorizar a beleza na Natureza torna-nos mais felizes e conscientes da necessidade de protegê-La.

Aproveitámos também para contar as flores, nomear as suas partes (folha, flor, caule), as suas cores, os seus nomes; cheirámo-las; constátamos se picavam ou se eram "fofinhas"...

março 30, 2010

Pequeno (mas grande!) jardim de varanda

O nosso pequeno jardim de varanda continua muito movimentado.
Sempre que quer ír jardinar, a Bebé diz: "Mamã, pica-pica!" e vai a correr procurar o chapéu.
Depois começa a sua azáfama: a sua principal tarefa é mesmo transportar areia da caixa para os vasos e assim, por estes dias, as pobres plantas já estão quase cobertas de areia!

Hoje a lagarta de cartão que pintámos teve direito a comer as folhitas das plantas (as poucas folhas que ainda resistem!).

Enfim, estes momentos de contacto com a terra, a areia, a água, as plantas, o ar são muito revitalizantes e tranquilizantes.

É impressionante como um pequeno espaço como este pode proporcionar tantos benefícios para a Bebé.

Actualmente a Bebé tem ao seu dispôr alguns vasos com plantas diferentes; uma caixa de areia; pás e recipientes; regador; uma vassoura e uma caixa com pedras e conchas.

Os momentos no jardim são livres; a Bebé explora por si mesma; apenas estou lá observando, ouvindo e chamando a atenção da Bebé se surgiu, por exemplo, um insecto ou outra particulariedade qualquer.

E é claro; não é uma actividade limpa; sempre que termina a jardinagem varremos o chão; lavámos as mãos e, muitas vezes, temos de mudar de roupa! :)

(Mas sentimos sempre que vale apena!)


março 28, 2010

Proposta de actividades simples sobre Plantas para crianças de 2 anos

As plantas são seres vivos extraordinários mas por vezes esquecemos o enorme potencial educativo destas em detrimento dos animais.
Ao contactar com a terra, água, plantas; o bebé pode descobrir e explorar o mundo que o rodeia de uma forma activa e envolvente, descobrindo processos fundamentais do mundo vivo.

As actividades seguintes foram projectas para um grupo de crianças de 2 anos de idade mas podem ser adaptadas a outras idades.

Actividade 1: Vegetais em vaso

Materiais:
Vasos com plantas: morangueiro, tomateiro, alface, couve, cebola, feijoeiro, ervilheira, hortelã e salsa.

Estratégias possíveis:
Uma de cada vez, cada planta é observada e explorada.

Perguntar as crianças o que é, como se chama, qual é a sua cor, o que há no vaso.

Observar as folhas, os frutos se existirem.

Cheirar, tocar levemente nas folhas.

Dar uma folha da hortelã a cada criança para que a parta em pedaços menores; dizer à criança que a cheire.

Dar a cada criança uma vagem seca de ervilha e outra de feijoeiro; ajudar a abri-las para descobrir o que há no seu interior.

Observar as sementes das vagens: o que serão? E se as puséssemos na terra?

Conversar com as crianças sobre a utilização de algumas destas plantas na sopa e nas saladas.

Sugerir que ao almoço tentem descobrir no seu prato, alguns destes vegetais.

Objectivos:
Explorar diferentes plantas em vaso, de modo a desenvolver a observação, o gosto por explorar e comparar objectos e a curiosidade das crianças pelo mundo natural

Dar oportunidade às crianças para descobrirem de onde vêm alguns dos alimentos da sopa e da salada
Permitir que as crianças explorem e contactem com alimentos que normalmente não apreciam muito mas que são essenciais ao seu desenvolvimento saudável

Desenvolver a linguagem oral ao descrever, comentar os objectos e as situações vivenciadas

Desenvolver e introduzir vocabulário relativo às plantas (semente, folha, caule, terra)

Introduzir e contextualizar a actividade da sementeira do feijão



Actividade 2: Feijões Mágicos

Materiais:
Recipiente com terra própria para sementeira

Feijões
Copos de plástico
Colheres de plástico
Garrafas de plásticocom água


Estratégias possíveis:
Dar a cada criança um copo de plástico e uma colher.

Colocar dois recipientes com terra própria para sementeira.

Dizer às crianças que coloque no copo alguma terra.

Dar um feijão a cada criança e explicar como o deve por no copo.

Dar a cada crianças uma garrafa com água e pedir que coloquem alguma água sobre a semente.

Colocar mais terra no copo. Calcar com os dedos.

Colocar em cada copo a identificação de cada criança e explicar que todos os dias iremos observar o nosso feijão para ver o que lhe acontece.

Objectivos:
Proporcionar às crianças uma actividade que as permite contactar com a terra, a água, e uma semente de modo a poder experimentar in loco o processo biológico da germinação

Dar oportunidades às crianças para perceber de onde vem os vegetais que fazem parte da sua alimentação

Despertar nas crianças o interesse pelo mundo natural, desenvolvendo o espírito experimental, alicerce do conhecimento científico

Coordenação e controlo progressivo das potencialidades manipulativas de carácter fino


Actividade 3: Ainda nada?
 
Materiais:
Dispositivo para apresentação do vídeo
 
Estratégias possíveis:
Apresentação em Power Point do conto: “Ainda nada?”

Conversar de forma breve sobre o conto, focando as etapas-chave do processo da sementeira e germinação da semente: fazer um buraco na terra; colocar a semente; por terra sobre a semente; regar; esperar; crescimento da semente no solo; germinar da semente; crescimento da planta.

Relacionar as etapas observadas no livro com as realizadas anteriormente pelas crianças durante a sementeira do feijão.

Levantar a questão final: Será que vai acontecer o mesmo com o feijão que nós semeamos?

Objectivos:
Contextualizar e aprofundar os conteúdos e as experiências das actividades de observação de vegetais e posterior sementeira do feijão.

Despertar nas crianças a curiosidade e a capacidade de questionar de modo a desenvolver nestas o espírito crítico e reflexivo que será a base do conhecimento científico

Proporcionar às crianças uma oportunidade de contactar com uma tecnologia diferente para contar uma história, ajudando-as a descobrir e a apreciar diferentes formas de comunicação

Proporcionar às crianças o contacto com um tipo de ilustração diferente, simples, com diferentes materiais e texturas, de modo a desenvolver nas crianças o gosto pelo diferente, pelo belo e pela arte

Actividade 4: A Semente
 
Materiais: Nenhum
 
Estratégias possíveis:
Fazer uma roda com todas as crianças do grupo.

Narrar devagar, o nascimento e o posterior crescimento da planta, ao mesmo tempo que o imita:

Primeiro pomos uma semente/feijão na terra (sentar de cócoras no chão, simulando com as mãos o colocar da semente na terra);

Depois alguém rega e a planta vai crescendo muito devagarinho (erguer um pouco o tronco);
Depois o Sol aquece-se a planta e ela cresce mais e mais;
já cresceu muito; está muito grande (colocar de pé, com o corpo bem direito);
E como já é a Primavera, a planta ganhou folhas e flores de todas as cores (estender os braços);
Quando o vento sopra, a planta mexe-se (balançar os braços).
As crianças imitam os movimentos da educadora.
Objectivos:
Representar mimicamente, numa dramatização simples, o nascimento de uma planta de modo a consolidar de forma orgânica, activa e divertida as experiencias do dia

Desenvolver a imaginação, e a capacidade de simbolização das crianças
Desenvolver a capacidade de observação, memorização
Coordenar e ajustar o comportamento ao das outras crianças durante o jogo dramático
Desenvolver a coordenação, equilíbrio e o controlo dinâmico de próprio corpo


(imagens retiradas de e de.)

março 08, 2010

Plantando a primeira planta

A semana passada a Bebé plantou a sua primeira planta. Apanhamo-la durante um pequeno passeio ao jardim.
A Bebé adora tocar na terra, nas plantas, descobrir insectos nos vasos, apanhar folhas, puxar caules, regar as plantas.
Este momentos ao ar livre, em contacto com a terra e as plantas fazem-nos muito bem e são uma fonte de aprendizagem riquíssima para a Bebé pois nomeadamente permitem:
- manusear utensílios simples (pá, vasos, regador...)
- explorar os sentidos de forma global
- desenvolver vocabulário específico (nomes de utensílios, nomes e partes das plantas, nomes de insectos,...)
- valorizar e respeitar outros seres vivos
- descobrir animais e plantas

Espero que a planta que a Bebé plantou possa crescer com a Bebé. Será uma recordação viva da sua infância.

Planeamos semear feijões e outras sementes assim que o tempo melhorar.


novembro 01, 2009

Experiência: De onde vêm as cores dos vegetais?



Nesta actividade experimental as crianças poderão descobrir o que dá cor às plantas e fazerem tintas "naturais".
Alerto para importância do problematizar; do colocar questões, avançar hipóteses, de experimentar e analisar resultados. É importante que as crianças se familiarizem com o método científico e que comprendam como é importante questionarmos sobre o mundo que nos rodeia. Ajudar a criança a levantar questões sobre o mundo e guiá-las na descoberta e investigação de respostas é uma tarefa do educador.Esta experiência pressupõe o uso do microscópio que pode ser muito simples e de pouca ampliação; o importante é que as crianças contactem com estes instrumentos e percebam a sua utilidade.
Esta actividade experimental possibilidade uma forma de registo plástico através do uso das "tintas" naturais produzidas, estabelendo uma conexão entre ciência e expressão muito interessante.


Experiência: De onde vêm as cores dos vegetais?
1. OBJECTIVOS FUNDAMENTAIS


Fazer tintas “naturais” a partir de vegetais
Observar/verificar que as substâncias que dão cor às plantas estão no líquido que existe no seu interior
Descobrir como são os diferentes vegetais ao microscópico óptico

2. QUESTÕES/HIPÓTESES PRÉVIAS
Já reparam que flores e os frutos tem normalmente cores vivas e as folhas e os caules são verdes?

O que acontece quando deixamos cair uma nódoa de morango na roupa? De que cor fica?

E quando cortamos uma beterraba, de que cor é o liquido que sai?


3. PROCEDIMENTOS

Esmagar os vegetais num almofariz/trituradora.
Filtrar com um coador. Colocar com a ajuda de um funil as tintas “naturais” em frasquinhos diferentes. Etiquetar cada frasco com o nome da cor respectiva.
Experimentar as diferentes tintas numa pintura “natural”.
Observar ao microscópico de preparações feitas a partir de diferentes vegetais feita pelo educador

4. MATERIAIS
Beterraba
Frutos vermelhos
Couve
Almofariz
/Trituradora
Coador
Funil
Frasquinhos/Garrafas de plásticos pequenas
5. FORMAS D E REGISTOSRegisto fotográfico
Registo gráfico
(pintura “natural”)
Registo das questões comentários das crianças antes/durante e na conclusão da actividade

6. DISCUSSÃO DE RESULTADOS
Já tinham imaginado que isto era possível de fazer?
Em que partes dos vegetais estarão as substâncias que lhe dão cor?

Qual foi o vegetal que produziu a “tinta” que ficou mais marcada no papel? E qual deu a tinta que menos manchou o papel?


7. NOVAS QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO
Será que todos os frutos e flores permitem obter tintas “naturais”?
As tintas que usamos no dia-a-dia são feitas desta maneira?



8. CONCLUSÕES
Os vegetais têm diferentes cores porque no seu interior tem um “líquido” com substâncias que lhe dá cor
Nas flores essas substâncias estão nas pétalas
(Nota: a imagem foi retirada de emeifadamadrinha.blogspot.com)